{"id":25655,"date":"2014-12-07T09:21:21","date_gmt":"2014-12-07T08:21:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/?p=25655"},"modified":"2020-11-23T10:31:57","modified_gmt":"2020-11-23T09:31:57","slug":"sindrome-wernicke-korsakoff-neuropsicologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/sindrome-wernicke-korsakoff-neuropsicologia\/","title":{"rendered":"O s\u00edndrome Wernicke-Korsakoff sobre o prisma da neuropsicologia"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: left;\"><strong>O s\u00edndrome Wernicke-Korsakoff sobre o prisma da neuropsicologia<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente artigo tem como objetivo abordar e descrever as diversas etapas do processo de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica de um paciente com o\u00a0s\u00edndrome\u00a0Wernicke-Korsakoff. S\u00e3o ainda tecidas algumas considera\u00e7\u00f5es em torno do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O s\u00edndrome Wernicke-Korsakoff sobre o prisma da neuropsicologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palavras-Chave: <\/strong>Neuropsicologia, Estudo de caso; Wernicke-Korsakoff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>El s\u00edndrome de Wernicke-Korsakoff sobre el prisma de la neuropsicolog\u00eda<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumen<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este art\u00edculo tiene como objetivo abordar y describir las diferentes etapas de la evaluaci\u00f3n neuropsicol\u00f3gica de un paciente con el s\u00edndrome de Wernicke-Korsakoff. Por \u00faltimo, algunas consideraciones se tejen m\u00e1s a su alrededor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palabras clave:<\/strong> Neuropsicolog\u00eda, el estudio, el s\u00edndrome de Wernicke-Korsakoff caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00f3nica Sousa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mestre em Psicologia pela Universidade de Coimbra. Neuropsic\u00f3loga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luis Maia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professor &#8211; Beira Interior University; Clinical Neuropsychologist, PhD (USAL &#8211; Spain); Neuroscientist, MsC (Medicine School of Lisbon &#8211; Portugal); Medico Legal Specialist (Medicine Institute Abel Salazar &#8211; Oporto, Portugal); Graduation in Clinical Neuropsychology (USAL &#8211; Spain); Graduation in Investigative Proficiency on Psychobiology (USAL &#8211; Spain); Clinical Psychologist (Minho University &#8211; Portugal); Professional Card from Psychologist Portuguese norm, number 102. All correspondence about this article should be sent to<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A neuropsicologia, como \u00e1rea de estudo e de interven\u00e7\u00e3o, \u00e9 recente, todavia, o desenvolvimento da sua fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 fruto de v\u00e1rias d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o (Maia, Leite, Correia, 2009). De acordo com Lezak, Howieson e Loring (2004), a neuropsicologia pode ser definida como o estudo da rela\u00e7\u00e3o entre a fun\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano e o comportamento. C\u00e9spedes e Tirapu-Ustarroz (2008) acrescentam que o neuropsic\u00f3logo dever\u00e1 ser capaz de: (a) descrever as perturba\u00e7\u00f5es mentais em termos de funcionamento cognitivo; (b) definir os perfis cl\u00ednicos que caracterizam diferentes tipos de perturba\u00e7\u00f5es que cursam com as altera\u00e7\u00f5es neuropsicol\u00f3gicas; (c) contribuir para a clarifica\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica, sobretudo nos casos em que n\u00e3o se detetam altera\u00e7\u00f5es em provas de neuroimagem; (d) construir programas de reabilita\u00e7\u00e3o individualizados, a partir do conhecimento das limita\u00e7\u00f5es do sujeito, mas tamb\u00e9m das capacidades conservadas; (e) realizar avalia\u00e7\u00f5es m\u00e9dico-legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Andrade, Santos e Bueno (2004), na neuropsicologia inclui-se o estudo das altera\u00e7\u00f5es associadas ao uso de subst\u00e2ncias, tais como o \u00e1lcool. Contribuindo, assim, para o esclarecimento de quest\u00f5es diagn\u00f3sticas como para a defini\u00e7\u00e3o de um processo reabilitativo que t\u00eam por objetivo a recupera\u00e7\u00e3o ou minimiza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9fices neurocognitivos identificados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A encefalopatia de Wernicke (EW) \u00e9 uma desordem neuropsiqui\u00e1trica aguda causada pela defici\u00eancia da vitamina B1 (Tiamina), fortemente associada aos h\u00e1bitos et\u00edlicos. Esta \u00e9 classicamente descrita pela tr\u00edade de altera\u00e7\u00f5es do estado mental, oftamol\u00f3gicas e at\u00e1xicas. A EW pode evoluir para o s\u00edndrome de Korsakoff (SK), desordem tamb\u00e9m associada ao alcoolismo e \u00e0 defici\u00eancia nutricional, que se caracteriza pelos d\u00e9fices mn\u00e9sicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00edndrome Wernicke Korsakoff (WKS) \u00e9 hoje considerado como o resultado da uni\u00e3o do complexo de sintomas presentes na EW e na SK.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de um s\u00e9culo ap\u00f3s as descri\u00e7\u00f5es iniciais, o WKS permanece interla\u00e7ado a um diagn\u00f3stico dif\u00edcil.\u00a0Num estudo conduzido por Harper (1983), com as aut\u00f3psias descobriram que mais de 80% dos casos n\u00e3o foram diagnosticados em vida. Esta dificuldade reside no facto da sensibilidade da sintomatologia anteriormente ferida ser baixa. Caine, Halliday, Kril e Harper (1997) identificaram 97 alcoolicos em que a WKS foi diagnosticada pela primeira vez na aut\u00f3psia. Noutro estudo com a mesma popula\u00e7\u00e3o alvo, apenas 15% apresentaram os tr\u00eas sinais cl\u00e1ssicos, 29% dois sinais, 37% um sinal e 19% nenhum sinal (Harper, Giles &amp; Finaly-Jones, 1986). Nos mesmos estudos, as altera\u00e7\u00f5es mentais foram relatados em 82% dos casos, os sinais oculares em 29% dos pacientes e a ataxia foi identificada em 23% dos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dados que complexificam o diagn\u00f3stico relacionam-se com o facto dos exames laboratoriais dispon\u00edveis para a medi\u00e7\u00e3o da tiamina n\u00e3o serem r\u00e1pidos nem utlizados como exames de rotina para a WE (Isenberg-Grzeda, Kutner &amp; Nicolson, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Face ao que foi referido, o exame cl\u00ednico auxiliado pela tomografia computadorizada e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica permitir\u00e3o a efetua\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico com maior exatid\u00e3o, uma vez que se encontra descrito na literatura que a WE implica les\u00f5es na por\u00e7\u00e3o medial do t\u00e1lamo e mesenc\u00e9falo, dilata\u00e7\u00e3o do terceiro ventr\u00edculo e atrofia dos corpos mamilares (Charness &amp; De la Paz, 1987; Lishman, 1990; Yokote, Miyagu, Kuzuhara,Yamanouchi &amp; Yamada, 1991)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No presente artigo apresenta-se um caso cl\u00edncio de um paciente com o s\u00edndrome Wernicke-Korsakoff instituicionalizado num lar de idosos da regi\u00e3o de Coimbra. Descreve-se o protocolo de avalia\u00e7\u00e3o neurospicol\u00f3gica e os dados dai extra\u00eddos, fundamentando o caso cl\u00ednico apresentado de acordo com os postualdos te\u00f3ricos da neuropsicologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o do caso cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dados sociodemogr\u00e1ficos: <\/strong>Sujeito do sexo masculino de nacionalidade portuguesa com 54 anos, solteiro, reformado por incapacidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dados Cl\u00ednicos Relevantes: <\/strong>Alcoolismo cr\u00f3nico. Anemia Macrolitica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Medica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Tiaprida 100mg, Folicil 5 mg, Oxazepam 15 mg, Fenabarbital 100mg e Pantaprazol 40mg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antecedentes Pessoais e Hist\u00f3ria de Desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta muita dificuldade na efectua\u00e7\u00e3o da sua linha bibliogr\u00e1fica, particularmente em precisar as actividades laborais que teve, a dura\u00e7\u00e3o dessas ou a idade que tinha durante o in\u00edcio ou t\u00e9rmino dessas actividades. Parece-se preencher as lacunas mnem\u00f3nicas com confabula\u00e7\u00f5es, o que implica a cria\u00e7\u00e3o de uma outra hist\u00f3ria de vida, n\u00e3o coincidente com a que \u00e9 fornecida pela assistente social. Embora refira \u201cN\u00e3o me lembra\u201d (sic), acaba por contar a sua hist\u00f3ria da<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desconhece se andou na escola at\u00e9 \u00e0 3 classe, se reprovou ou n\u00e3o. Todavia, no segundo momento de avalia\u00e7\u00e3o afirma convicto que andou na escola at\u00e9 ao terceiro ano, virando a cabe\u00e7a para o lado em sinal de reprova\u00e7\u00e3o quando foi confrontado com essa informa\u00e7\u00e3o. Aponta que aos 10 anos foi trabalhar para a serra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz ter sido escritur\u00e1rio numa f\u00e1brica, \u201cEscritur\u00e1rio. (Q) Apontava o que levam, o material. O que faltava. Escrevia. Apontava. O material\u201d (sic). N\u00e3o sabe precisar com que idade, mas pensa que depois dessa actividade foi para uma f\u00e1brica de vidro na Marinha Grande, durante pouco tempo, tendo a fun\u00e7\u00e3o de colocar vedante. Refere, sem precisar a sua fun\u00e7\u00e3o, ter trabalhado perto de Lisboa durante alguns anos numa f\u00e1brica de Margarina. Acrescenta que foi despedido dessa f\u00e1brica e regressou ao trabalho da resina, mas como o patr\u00e3o n\u00e3o lhe pagava, abandou o emprego. Note-se que um outro colega do lar refere que nunca o viu na empresa, embora A. afirme ter trabalhado com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendeu a ler e a escrever por iniciativa pr\u00f3pria em adulto, concluindo a 4\u00baclasse nessa altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Raramente aborda a quest\u00e3o da sua depend\u00eancia alco\u00f3lica. Todavia, afirma a exist\u00eancia de um ambiente negativo em casa devido ao consumo de bebidas alco\u00f3licas por parte dos seus pais. Note-se que refere com alguma imparcialidade \u201cEles bebiam. \u00c9 normal beber. Bebiam, mas trabalhavam.\u201d (sic). Diz ser o benjamim da fam\u00edlia de 5 irm\u00e3os, referindo com alguma tristeza a morte de dois irm\u00e3os, um devido a h\u00e1bitos et\u00edlicos, outro devido ao consumo exagerado de \u00e1lcool e tabaco. Afirma que bebia na refei\u00e7\u00e3o e que \u201csozinho n\u00e3o bebia\u201d (sic), indo sempre para um caf\u00e9 beber com os amigos. N\u00e3o sabe precisar a quantidade de bebida que ingeria por dia, mas mais revela que quando n\u00e3o bebia termia muito e vomitava um l\u00edquido amarelado. Quando volta a beber sentia-se melhor, mas sabia que assim as coisas n\u00e3o estavam bem. \u201cN\u00e3o tenho ningu\u00e9m, m\u00e3e ou mulher para fazer-me as coisas, vim para o lar.\u201d No entanto, de acordo com a assistente social, a principal raz\u00e3o deve-se aos h\u00e1bitos et\u00edlicos e \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es habitacionais, factos desvalorizados e negados por A.. N\u00e3o sabe precisar quando \u00e9 que veio para o lar, tendo a suspeita que j\u00e1 fez dois anos em regime de internamento. A raz\u00e3o de ainda estar vivo, diz, dever-se ao lar, pois se n\u00e3o tivesse entrado estava \u201ccom os p\u00e9s juntos\u201d (sic).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma apenas ter tido conhecimento que tomava uma medica\u00e7\u00e3o para o alcoolismo em Dezembro de 2012, pois perguntou \u00e0 enfermeira qual era a medica\u00e7\u00e3o que estava a fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Actualmente nega o consumo de \u00e1lcool, todavia contradiz-se ao dizer que \u201cBasta um copo ou dois para tombar uma pessoa. N\u00e3o estou j\u00e1 habituado\u201d (sic).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo \/ Resultados de Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o do Comportamento <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anteriormente ao in\u00edcio do primeiro momento da avalia\u00e7\u00e3o efectuou-se uma breve explica\u00e7\u00e3o dos objectivos da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, referindo tamb\u00e9m as quest\u00f5es \u00e9ticas e deontol\u00f3gicas inerentes a qualquer avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica. Posteriormente esclareceu-se algumas quest\u00f5es que sugeriram a A.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em ambos os momentos de avalia\u00e7\u00e3o, A. apresentou-se vestido de acordo com a sua idade e estatuto s\u00f3cio-econ\u00f3mico. A. apresentou-se desperto, relativamente atento, como capaz de obedecer a ordens verbais ou escritas simples. Transversalmente a ambas as sess\u00f5es foi incapaz de seguir instru\u00e7\u00f5es complexas, de recordar-se das perguntas ou dos testes que foram sendo administrados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo \/ Procedimento de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo \/ Resultados de Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Exame do estado mental <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o geral (Trepacz &amp; Baker, 2001): Consciente, orientado alo-psiquicamente, no espa\u00e7o, embora estivesse ligeiramente desorientado no tempo e auto-psiquicamente. Idade aparente correspondente \u00e0 idade cronol\u00f3gica. Posi\u00e7\u00e3o, postura e vestu\u00e1rio normal. Higiene algo cuidada e sem dificuldade em manter contacto visual. Possui estrabismo convergente. Sem anomalias f\u00edsicas bizarrias, mas com anomalia f\u00edsica vidente (coluna). A express\u00e3o facial \u00e9 normal, contudo quando n\u00e3o percebe o que \u00e9 pedido parece parar no tempo, ficando com os olhos muito arregalados, sugerindo a presen\u00e7a de bradifrenia. Apresenta um n\u00edvel de actividade reduzido com alguma lentifica\u00e7\u00e3o psicomotora, deslocando-se lentamente numa marcha ebriosa, o que revela ataxia. N\u00e3o apresenta movimentos anormais. Mant\u00e9m uma postura amig\u00e1vel, atenta, interessada e divertida. Reduzido insight para as situa\u00e7\u00f5es do quotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Humor e afecto (Trepacz &amp; Baker, 2001): Fala voluntariamente dos seus sentimentos, apresentando um afecto congruente ao humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Emo\u00e7\u00f5es (Trepacz &amp; Baker, 2001): Adequa as respostas emocionais \u00e0s situa\u00e7\u00f5es que descreve, manifestando uma intensidade, mobilidade e uma reactividade normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Linguagem (Trepacz &amp; Baker, 2001): Normal para indiv\u00edduos de baixa escolaridade e baixo n\u00edvel socioecon\u00f3mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Percep\u00e7\u00e3o (Trepacz &amp; Baker, 2001): Nega alucina\u00e7\u00f5es e ilus\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensamentos (Trepacz &amp; Baker, 2001): Quanto ao processo, maioritariamente \u00e9 l\u00f3gico e coerente, embora por vezes desagregado, sendo que o conte\u00fado centra-se nas doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o Breve do estado Mental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alcan\u00e7ou dezanove (19) pontos, um resultado que sugere defeito cognitivo (Guerreiro, 1998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MoCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obteve um resultado total de treze (13) pontos. Recorrendo aos valores normativos portugueses (Freitas, Sim\u00f5es, Alves &amp; Santana, 2011) e tendo por base a vari\u00e1vel idade e anos de escolaridade (Me= 21.78; s=2.86), pode-se considerar que o examinado obteve resultados inferiores \u00e0 m\u00e9dia por aproximadamente tr\u00eas desvios padr\u00e3o ( 3 s).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>WAIS-III<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que concerne ao subteste de Composi\u00e7\u00e3o de Objectos, Informa\u00e7\u00e3o, Matrizes, Cubos e Mem\u00f3ria de D\u00edgitos, A. auferiu o resultado bruto de 0, 6, 7, 15 e 3, correspondendo ao valor padronizado de 1, 6, 9, 6 e 3, respetivamente. Todos estes resultados sugerem um desempenho inferior \u00e0 m\u00e9dia (Wechsler, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Invent\u00e1rio Ansiedade Geri\u00e1trica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com catorze (14) pontos situa-se acima do ponto de corte para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa, o que sugere a presen\u00e7a de sintomas de ansiedade graves (potencialmente patol\u00f3gicos) (Ribeiro, Pa\u00fal, Sim\u00f5es &amp; Firmino, 2011).<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escala de Depress\u00e3o Geri\u00e1trica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Situa-se no extremo direito do intervalo normativo correspondente \u00e0 presen\u00e7a de depress\u00e3o ligeira, uma vez que obteve o resultado de quinze (15) (Sim\u00f5es et al., 2010a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Series gr\u00e1ficas de Luria \u2013 Forma A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta um padr\u00e3o desatento e impulsivo, denotando dificuldade mn\u00e9sicas (Maia, Loureiro &amp; Silva, 2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura Complexa de Rey <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Figura Complexa de Rey &#8211; C\u00f3pia, A. efetuou uma Reprodu\u00e7\u00e3o Tipo VII, obtendo um resultado de 0.5 pontos. Com base nas normas estrangeiras (Spreen &amp; Strauss, 1991) pode-se concluir que para a sua idade (Me = 31.19; s =3.68) A. obteve um desempenho muito inferior \u00e0 m\u00e9dia por aproximadamente oito desvios padr\u00e3o ( 8s).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Figura Complexa de Rey &#8211; Evoca\u00e7\u00e3o Diferida, o examinando obteve o resultado de 0 pontos, referindo n\u00e3o se recordar da imagem que lhe tinha sido anteriormente apresentada,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQual figura? N\u00e3o desenhei nenhuma figura.\u201d (sic). Atendo \u00e0s mesmas normas estrangeiras (Spreen &amp; Strauss, 1991) para a idade (Me = 14.88; s=6.95), conclui-se que A. obteve um resultado muito inferior \u00e0 m\u00e9dia por aproximadamente tr\u00eas desvios padr\u00e3o ( 3s).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rey 15 Item Test<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obteve um resultado total de cinco (5), n\u00e3o sendo capaz de evocar os dez (10) elementos (omiss\u00f5es), embora n\u00e3o haja preserva\u00e7\u00f5es nem erros revers\u00edveis (Sim\u00f5es et al., 2010b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Discuss\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o do processo avaliativo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas duas sess\u00f5es de avalia\u00e7\u00e3o realizadas, procedeu-se \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica de v\u00e1rios dom\u00ednios, nomeadamente, o s\u00f3cio-afectivo\/sintomatologia e o neuropsicol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a formula\u00e7\u00e3o do caso foram considerados os resultados quantitativos obtidos nos testes, a respetiva an\u00e1lise qualitativa dos mesmos, bem como as informa\u00e7\u00f5es obtidas na anamnese neuropsicol\u00f3gica efectuada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verificou-se que A. apresenta relativa dificuldade em compreender instru\u00e7\u00f5es mais complexas, todavia a sua simplifica\u00e7\u00e3o, por parte da psic\u00f3loga, facilita a compreens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera-se, ainda, que o processamento lingu\u00edstico, tanto a n\u00edvel recetivo como expressivo, encontra-se algo deficit\u00e1rio em A., sendo por vezes dif\u00edcil perceber a rela\u00e7\u00e3o entre as ideias que apresenta (confabula\u00e7\u00e3o). Esta dificuldade torna-se ainda mais evidente a n\u00edvel escrito, possuindo disortografia e uma estrutura l\u00f3gico-gramatical incorreta. Por outras palavras, a linguagem, oral e escrita, utilizada por A. apresenta um padr\u00e3o de resposta t\u00edpico de sujeitos com baixa escolaridade e funcionamento intelectual concreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo como refer\u00eancia Sim\u00f5es et al. (2010b), considera-se ausente a hip\u00f3tese de fadiga, reduzida coopera\u00e7\u00e3o ou malingering.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reportando para a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, dentro do MoCA, e numa an\u00e1lise qualitativa, A. obteve um desempenho m\u00e1ximo apenas num teste de um subteste (linguagem, especificamente na repeti\u00e7\u00e3o de frases). Tendo com valores de refer\u00eancia a sua idade e escolaridade, estes resultados sugerem o decl\u00ednio das fun\u00e7\u00f5es cognitivas de A (Freitas, Sim\u00f5es, Alves &amp; Santana, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A. apresenta capacidade de aprendizagem, sendo esta dificultada por mecanismos de interfer\u00eancia. O processo de reten\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o, mediado por um processo de interfer\u00eancia encontra-se totalmente prejudicado. Possui tamb\u00e9m uma afec\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es mn\u00e9sicas, no que concerne \u00e0 amn\u00e9sia anter\u00f3grada e amn\u00e9sia retr\u00f3grada e defeito do aprendizado. A mem\u00f3ria imediata est\u00e1 intacta, mas a mem\u00f3ria de curto prazo est\u00e1 comprometida. O defeito de aprendizado \u00e9 o aspeto que leva \u00e0 incapacita\u00e7\u00e3o do paciente na sociedade, o qual fica apto para executar somente tarefas simples e habituais (Maia, Correia &amp; Leite, 2009). Um exemplo destes dados est\u00e1 patente no forte d\u00e9fice de reprodu\u00e7\u00e3o por mem\u00f3ria que apresenta na Figura Complexa de Rey &#8211; Evoca\u00e7\u00e3o Diferida (Spreen &amp; Strauss, 1991). Embora n\u00e3o haja o comprometimento das fun\u00e7\u00f5es motoras, estes resultados sugerem d\u00e9fices na aptid\u00e3o viso-construtiva, na an\u00e1lise espacial e na capacidade de planeamento do desenho, na mem\u00f3ria visual, na mem\u00f3ria seletiva, na consolida\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria a longo prazo. Por outras palavras, ao n\u00edvel da mem\u00f3ria de curto e de longo prazo, A. possuiu um desempenho deficit\u00e1rio em todo o processo de avalia\u00e7\u00e3o. Destaca-se que na Figura Complexa de Rey, a c\u00f3pia defeituosa e a pobreza da reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente que se pode colocar a suspeita de d\u00e9fice de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados refor\u00e7am, tamb\u00e9m, o dist\u00farbio de consci\u00eancia e do estado mental, bem como o estado confusional, uma vez que n\u00e3o s\u00e3o coincidentes os dados do diagn\u00f3stico cl\u00ednico, obtido por meio da anamnese neuropsicol\u00f3gica com dados fornecidos pela assistente social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta, tamb\u00e9m, d\u00e9fices na metamem\u00f3ria e uma ligeira compreens\u00e3o do funcionamento da sociedade, ju\u00edzo cr\u00edtico e social, possivelmente relacionado com o seu n\u00edvel fraco de aquisi\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sublinha-se o pobre insight e fraca capacidade de encontrar o seu equil\u00edbrio emocional e social, de acordo com o seu n\u00edvel et\u00e1rio e s\u00f3cio-laboral. Tais aspectos produzem preju\u00edzo significativo no desempenho quotidiano de A..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cr\u00ea-se que os dados acima referidos, os h\u00e1bitos et\u00edlicos, associados \u00e0 presen\u00e7a de sintomatologia depressiva e ansiosa em A., sugerida pela Escala de Depress\u00e3o Geri\u00e1trica ([GDS], Sim\u00f5es et al., 2010a) e pelo Invent\u00e1rio Ansiedade Geri\u00e1trica ([GAI], Ribeiro, Pa\u00fal, Sim\u00f5es &amp; Firmino, 2011), poder\u00e3o comprometer o seu funcionamento cognitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Face ao que foi anteriormente mencionado, assim como ao n\u00edvel de funcionamento cognitivo pr\u00e9-m\u00f3rbido, n\u00edvel socioecon\u00f3mico, hist\u00f3ria profissional e depend\u00eancia alco\u00f3lica estipula-se que A. possua o S\u00edndrome de Wernicke-Korsakoff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os baixos resultados apresentados nos testes neuropsicol\u00f3gicos e as elevadas pontua\u00e7\u00f5es obtidas na avalia\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio s\u00f3cio-afectivo (GDS e GAI), podem ser explicados pela presen\u00e7a de um quadro fenomol\u00f3gico t\u00edpico do que \u00e9 classicamente denominado de S\u00edndrome Wernicke-Korsakoff, o que se traduz na dificuldade em efetuar uma auto-bibliografia (fortemente marcada pela confabula\u00e7\u00e3o), afe\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es mn\u00e9sicas e de manuten\u00e7\u00e3o de n\u00edveis acentuados de aten\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o deficit\u00e1rios (Isenberg-Grzeda, Kutner &amp; Nicolson, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bibliografia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andrade, V. M., Santos, F. H., &amp; Bueno, O. F. A. (2004).\u00a0Neuropsicologia hoje. S\u00e3o Paulo: Artes M\u00e9dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caine, D.; Halliday, G.M.; Kril, J.J. &amp; Harper C.G. (1997). Operational criteria for the classification of chronic alcoholics: identification of Wernicke&#8217;s encephalopathy. Journal of Neurol Neurosurg Psychiatry, 62(1), 51-60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e9spedes, J., &amp; Tirapu-Ust\u00e1rroz, J. (2008). Rehabilitaci\u00f3n neuropsicol\u00f3gica. Madrid: Editorial Sintesis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Charness, M. E. &amp; De la Paz, R. L. (1987). Mamillary body atrophy in Wernicke\u2019s encephalopathy: antemortem identification using magnetic resonance imageng. Annals of Neurology, 22, 595-600.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freitas, S., Sim\u00f5es, M. R., Alves, L. &amp; Santana, I. (2011). Montreal Cognitive As-sessment (MoCA): Normative study for the Portuguese population. Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, 33(9), 989-986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guerreiro, M. (1998). Contributo da neuropsicologia para o estudo das dem\u00eancias. Disserta\u00e7\u00e3o de doutoramento n\u00e3o publicada, Faculdade de Medicina de Lisboa, Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Harper, C. (1983). The incidence of Wernicke&#8217;s encephalopathy in Australia\u2014a neuropathological study of 131 cases. Journal of Neurol Neurosurg Psychiatry, 46(7), 593\u2013598.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Harper, C.G.; Giles, M. &amp; Finlay-Jones R. (1986). Clinical signs in the Wernicke-Korsakoff complex: a retrospective analysis of 131 cases diagnosed at necropsy. Journal of Neurol Neurosurg Psychiatry, 49(4), 341-345 .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isenberg-Grzeda, E., Kutner, H. &amp; Nicolson, S. (2012). Wernicke-Korsakoff-Syndrome: Under-Recognized and Under-Treated. Psychosomatic, 53(6), 507-516.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lishman, W. A. (1990). Alcohol and the brain. The British Journal of Psychiatry, 156, 635-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maia, L., Leite, R. &amp; Correia C. (2009). Avalia\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o Neuropsicol\u00f3gica: Estudos de casos e instrumentos. Lisboa: Lidel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maia, L.A., Loureiro, M.J., Silva, C.F. (2002).Vers\u00e3o Portuguesa Experimental da Bateria Neuropsicol\u00f3gica de Luria-Nebraska (Adaptada e traduzida de Golden, Hammeke &amp; Purisch, 1982, sob autoriza\u00e7\u00e3o), Universidade da Beira Interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ribeiro, O., Pa\u00fal, C., Sim\u00f5es, M. R., &amp; Firmino, H. (2011). Portuguese version of the Geriatric Anxiety Inventory: Transcultural adaptation and psychometric validation. Aging &amp; Mental Health, 15(6), 742-748.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es, M. R., Sousa, L. B., Firmino, H., Andrade, S., Ramalho, E., Martins, J., Martins, M., Ara\u00fajo, J., Noronha, J., Pinho, M. S., &amp; Vilar, M. (2010A). Geriatric Depression Scale (GDS30): Estudos de valida\u00e7\u00e3o em grupos de adultos idosos com Decl\u00ednio Cognitivo Ligeiro e Dem\u00eancia. VII Simp\u00f3sio Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o em Psicologia. Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Psicologia e Universi-dade do Minho. Braga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es, M., Sousa, L., Duarte, P., Firmino, H., Pinho, M. S., Gaspar, &#8230; Fran\u00e7a, S. (2010B). Avalia\u00e7\u00e3o da simula\u00e7\u00e3o ou esfor\u00e7o insuficiente com o Rey 15-Item Memory Test (15- IMT): Estudos de valida\u00e7\u00e3o em grupos de adultos idosos. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 1, 209-226.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Spreen,O. &amp; Stauss,E. (1991) A Compendium of Neuropsychological Tests : Administration , Norms and Commentary Ed. New York: Oxford University Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trzepacz, P. T. &amp; Baker, R. W. (2001). Exame Psiqui\u00e1trico do Estado Mental. Lisboa: Climepsi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wechsler, D. (2008). Manual de administra\u00e7\u00e3o e cota\u00e7\u00e3o &#8211; WAIS-III. Escala de Intelig\u00eancia de Wechsler. (3rd ed.). Lisboa: CEGOC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yokote, K.; Miyagi, K.; Kuzuhara, S.;Yamanouchi, H. &amp; Yamada, H. (1991). Wernicke encephalopathy: follow-up study by CT and MR. Journal of Computer Assisted Tomography, 15, 835-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agradecimentos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao Peroneo &#8211; Vida e Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conflito de interesses<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os autores declaram n\u00e3o ter nenhum conflito de interesses relativamente ao presente artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O s\u00edndrome Wernicke-Korsakoff sobre o prisma da neuropsicologia Resumo O presente artigo tem como objetivo abordar e descrever as diversas etapas do processo de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica de um paciente com o\u00a0s\u00edndrome\u00a0Wernicke-Korsakoff. 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