{"id":33487,"date":"2015-07-07T22:04:57","date_gmt":"2015-07-07T20:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/?p=33487"},"modified":"2020-11-23T10:30:50","modified_gmt":"2020-11-23T09:30:50","slug":"contribuicoes-em-ciencias-nutricionais-e-do-exercicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/contribuicoes-em-ciencias-nutricionais-e-do-exercicio\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias nutricionais e do exerc\u00edcio"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: left;\"><\/h1>\n<h1 style=\"text-align: left;\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias nutricionais e do exerc\u00edcio<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso organismo pode ser comparado a uma m\u00e1quina que utiliza energia do alimento para o seu funcionamento, neste processo libera calor que \u00e9 controlado para a manuten\u00e7\u00e3o da temperatura do corpo sempre em n\u00edveis regulares. Os maus h\u00e1bitos alimentares t\u00eam uma grande influ\u00eancia sobre a obesidade, e a alimenta\u00e7\u00e3o deve ser balanceada, dependendo do tipo, quantidade, qualidade e intervalo de tempo entre as refei\u00e7\u00f5es, implicando em um saldo positivo ou negativo cal\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias nutricionais e do exerc\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo Donizeti Silva\u00b9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Roberto\u00b9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Antonio Viana\u00b9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson Santana Silva\u00b9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prof. Dr. Carlos Alberto Sime\u00e3o J\u00fanior<sup>2<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Profa. Dra. Maria C\u00e9lia Barcellos Dalri<sup>3<\/sup><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Corpo de Bombeiros do Estado de S\u00e3o Paulo<\/li>\n<li>Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto &#8211; GEEC \u2013 USP<\/li>\n<li>Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 DEGE \u2013 USP<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio de outras m\u00e1quinas, nosso organismo est\u00e1 continuamente destruindo (catabolismo) e construindo (anabolismo) os seus elementos. Alguns alimentos s\u00e3o vitais, pois, participam da composi\u00e7\u00e3o de nutrientes fundamentais para o funcionamento do nosso corpo, isto significa que devemos nos preocupar com a qualidade e a quantidade de alimentos que ingerimos, assim como com o n\u00edvel de pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsico para a melhora da qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Conhecimento; Nutri\u00e7\u00e3o humana, Exerc\u00edcio F\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMEN<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nuestro cuerpo puede ser comparado con una m\u00e1quina que utiliza energ\u00eda de los alimentos para su funcionamiento, este proceso emite calor que se controla para mantener la temperatura del cuerpo siempre a niveles regulares. Los malos h\u00e1bitos alimenticios tienen una gran influencia sobre la obesidad y los alimentos deben ser equilibrados en funci\u00f3n del tipo, cantidad, calidad y tiempo de intervalo entre las comidas, lo que resulta en un balance cal\u00f3rico positivo o negativo. A diferencia de otras m\u00e1quinas, nuestro cuerpo est\u00e1 constantemente destruyendo (catabolismo) y la construcci\u00f3n (anabolismo) su totalidad. Algunos alimentos son vitales, por lo tanto, participar en la composici\u00f3n de nutrientes esenciales para el funcionamiento de nuestro cuerpo, esto significa que nos preocupamos por la calidad y cantidad de los alimentos que comemos, as\u00ed como el nivel de la pr\u00e1ctica de ejercicios f\u00edsicos para mejorar calidad de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palabras clave:<\/strong> Conocimiento; Nutrici\u00f3n humana; Ejercicio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Our body can be compared to a machine that uses food energy for its operation, this process gives off heat which is controlled to maintain body temperature always at regular levels. Bad eating habits have a great influence on obesity, and food should be balanced depending on the type, quantity, quality and time interval between meals, resulting in a positive or negative caloric balance. Unlike other machines, our body is constantly destroying (catabolism) and building (anabolism) its entirety. Some foods are vital, therefore, participate in the composition of key nutrients to the functioning of our body, this means that we care about the quality and amount of food we eat, as well as the level of practice of physical exercises to improve quality of life.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Keywords:<\/strong> Knowledge; Human nutrition; Exercise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada \u00e9 fundamental para qualquer pessoa que busque uma vida saud\u00e1vel e deseje se prevenir de problemas de sa\u00fade. A alimenta\u00e7\u00e3o deve ser prazerosa, saud\u00e1vel e individualizada, devendo desta forma atender seus h\u00e1bitos e sua rotina de vida assim como aos seus objetivos <sup>(1)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nutri\u00e7\u00e3o precede a sa\u00fade e que uma boa alimenta\u00e7\u00e3o deve conter os conceitos b\u00e1sicos de variedade, modera\u00e7\u00e3o e proporcionalidade entre os nutrientes <sup>(2).<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhum alimento pode fornecer todas as subst\u00e2ncias em quantidades necess\u00e1rias, al\u00e9m disso, considera-se que uma dieta prudente deve conter 55% Carboidratos, 30% Gorduras e 15% Prote\u00ednas <sup>(3)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada \u00e9 fundamental para que consigamos atingir a performance esportiva \u00f3tima, sendo assim, se a alimenta\u00e7\u00e3o apresenta-se deficiente em um determinado nutriente fundamental para a produ\u00e7\u00e3o de energia durante o exerc\u00edcio, a performance ser\u00e1 prejudicada. Existem de quarenta nutrientes diferentes, classificados em seis grupos (prote\u00ednas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e \u00e1gua), s\u00e3o necess\u00e1rios para uma boa sa\u00fade e esses nutrientes devem vir de uma variedade de alimentos <sup>(4)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REVIS\u00c3O DE LITERATURA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nutrientes podem ser agrupados em 6 diferentes classes: carboidratos, gorduras, prote\u00ednas, vitaminas, minerais e \u00e1gua. Geralmente, o carboidrato \u00e9 usado como fonte de energia. A gordura fornece energia e tamb\u00e9m faz parte da estrutura da maioria das c\u00e9lulas <sup>(5)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prote\u00edna desempenha uma s\u00e9rie de pap\u00e9is, sendo necess\u00e1ria para: a) forma\u00e7\u00e3o, crescimento e desenvolvimento de tecidos corporais; b) forma\u00e7\u00e3o de enzimas que regulam a produ\u00e7\u00e3o de energia; e c) gera\u00e7\u00e3o de energia, sobretudo quando os estoques de carboidratos est\u00e3o baixos <sup>(6)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vitaminas regulam os processos metab\u00f3licos trabalhando como coenzimas <sup>(7)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos minerais est\u00e3o envolvidos com a regula\u00e7\u00e3o do metabolismo, mas alguns tamb\u00e9m contribuem com a forma\u00e7\u00e3o da estrutura do nosso corpo como um todo. Finalmente, a \u00e1gua comp\u00f5e a maior parte do nosso peso e ajuda a regular uma variedade de processos metab\u00f3licos <sup>(8)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">carboidratos funcionam como os principais combust\u00edveis alimentares para a produ\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica de ATP <sup>(9)<\/sup>. Existem duas formas principais de carboidratos utilizados com essa finalidade: glicog\u00eanio hep\u00e1tico, glicog\u00eanio muscular e glicose sangu\u00ednea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses alimentos s\u00e3o compostos por a\u00e7\u00facar simples e amidos, que fornecem energia para todas as fun\u00e7\u00f5es do organismo, inclusive para o ato de pensar e para o exerc\u00edcio <sup>(10)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os alimentos que contem a\u00e7\u00facares simples e complexos e os amidos s\u00e3o reduzidos \u00e0 glicose durante o processo digestivo, ingressando na corrente sangu\u00ednea, na qual s\u00e3o transportados para as c\u00e9lulas do corpo <sup>(11)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Glicog\u00eanio hep\u00e1tico e glicose sang\u00fc\u00ednea: O sangue e o f\u00edgado cont\u00eam reservas de glicose que podem ser mobilizadas e transportadas at\u00e9 os m\u00fasculos quando h\u00e1 necessidade de energia <sup>(12)<\/sup>. A glicose sangu\u00ednea \u00e9 mais conhecida como glicose do sangue. Em repouso a glicose \u00e9 transportada at\u00e9 os m\u00fasculos e o f\u00edgado, onde \u00e9 armazenada na forma de glicog\u00eanio. Durante o exerc\u00edcio a glicose que estava circulando no sangue pode difundir-se at\u00e9 o interior das c\u00e9lulas musculares, passando a participar no processo metab\u00f3lico sem que seja primeiramente convertida em glicog\u00eanio <sup>(13)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A glicose que entra no f\u00edgado \u00e9 armazenada na forma de glicog\u00eanio, pois ent\u00e3o o glicog\u00eanio hep\u00e1tico deve ser reconvertido em glicose antes que possa ser transportado at\u00e9 os m\u00fasculos e utilizado na complementa\u00e7\u00e3o de suas reservas de glicog\u00eanio <sup>(14)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O glicog\u00eanio hep\u00e1tico e a glicose sang\u00fc\u00ednea podem suplementar o glicog\u00eanio muscular durante os exerc\u00edcios de resist\u00eancia, embora n\u00e3o possa repor inteiramente essa \u00faltima subst\u00e2ncia <sup>(2)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de glicog\u00eanio hep\u00e1tico em glicose sangu\u00ednea e do transporte da glicose at\u00e9 os m\u00fasculos \u00e9 demasiadamente lento para o fornecimento de toda a energia para a reciclagem do ATP em velocidades maiores, ou moderadas. Assim tanto o glicog\u00eanio hep\u00e1tico como a glicose sangu\u00ednea podem servir como complementos, n\u00e3o substitutos, para o glicog\u00eanio muscular <sup>(15)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Ent\u00e3o, o papel desempenhado por essas subst\u00e2ncias \u00e9 muito importante, pois permitem que os atletas fa\u00e7am mais trabalho antes que o glicog\u00eanio muscular tenha sofrido deple\u00e7\u00e3o. Outra fun\u00e7\u00e3o importante \u00e9 de repor o glicog\u00eanio muscular durante o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o subseq\u00fcente ao exerc\u00edcio <sup>(16)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Glicog\u00eanio muscular: A glicose que ingressa nas c\u00e9lulas musculares \u00e9 l\u00e1 armazenada na forma de glicog\u00eanio. O glicog\u00eanio muscular consiste numa cadeia de mol\u00e9culas de glicose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao iniciar uma atividade f\u00edsica, o glicog\u00eanio acumulado nos m\u00fasculos \u00e9 reconvertido em glicose, que \u00e9, ent\u00e3o, metabolizadas numa longa e complexa cadeia de eventos chamado glic\u00f3lise. A energia para a reciclagem do ATP \u00e9 liberada em v\u00e1rios pontos ao longo dessa cadeia <sup>(17)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A energia proveniente do glicog\u00eanio muscular pode tornar-se dispon\u00edvel mais r\u00e1pido do que as outras formas de carboidratos, porque est\u00e1 armazenada nos m\u00fasculos e n\u00e3o necessita ser transportado at\u00e9 eles. O glicog\u00eanio muscular \u00e9 tamb\u00e9m a mais r\u00e1pida fonte de ress\u00edntese do ATP, depois da CP <sup>(18)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo de carboidratos melhora a oxigena\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea na altitude, atrav\u00e9s do aumento da tens\u00e3o de oxig\u00eanio e da satura\u00e7\u00e3o de oxiemoglobina no sangue arterial <sup>(19)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As gorduras s\u00e3o encontradas no corpo principalmente como triglicer\u00eddeos, fosfolip\u00eddios e colesterol. Os triglicer\u00eddeos s\u00e3o armazenados nas c\u00e9lulas gordurosas existentes em todo o corpo e dentro dos m\u00fasculos esquel\u00e9ticos. Representam a forma de gordura utilizada como combust\u00edvel alimentar na produ\u00e7\u00e3o aer\u00f3bia de energia ATP durante o exerc\u00edcio. Um grama de gordura cont\u00e9m mais que o dobro da energia de igual quantidade de carboidrato <sup>(20)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, existe tecido adiposo suficiente para o fornecimento de energia por v\u00e1rios dias, mas sua libera\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 um processo lento, n\u00e3o podendo repor o ATP com rapidez suficiente para a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios de velocidades r\u00e1pidas e moderadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gordura pode ser metabolizada apenas aerobiamente, e esse processo envolve o tempo adicional de transporte de seus locais de armazenamento \u2013 tecido adiposo \u2013 at\u00e9 os m\u00fasculos, onde a gordura dever\u00e1 entrar no ciclo de Krebs, antes que possa ser metabolizada para o fornecimento de energia, embora os v\u00e1rios \u00e1cidos graxos forne\u00e7am uma grande quantidade de energia, essa energia \u00e9 liberada de forma lenta <sup>(21)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem dois locais de onde a gordura pode ser utilizada durante a atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 Tecido adiposo que est\u00e1 armazenado por baixo da pele, e;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u2013 As mol\u00e9culas de gordura que est\u00e3o armazenadas nos m\u00fasculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tecido adiposo fornece cerca de metade dos \u00e1cidos graxos livres (AGL) utilizados durante o exerc\u00edcio, a outra metade \u00e9 fornecida pela gordura armazenada nas c\u00e9lulas musculares. As fibras de contra\u00e7\u00e3o lenta est\u00e3o melhor aparelhadas para metabolizar as gorduras, devido \u00e0 maior irriga\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e de poderem transportar com maior velocidade os AGLs. Al\u00e9m disso, elas possuem mais mitoc\u00f4ndrias, onde a gordura proveniente da circula\u00e7\u00e3o e presente nos m\u00fasculos pode ser metabolizada <sup>(22)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em exerc\u00edcio intenso, um menor fluxo de sangue para o tecido adiposo e um aumento na taxa de esterifica\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos graxos diminui a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos livres, levando a um menor consumo de lip\u00eddios como fonte de energia. Suplementa\u00e7\u00e3o de TG tem sido utilizada para a revers\u00e3o desse processo, mas a quantidade ideal e as formas de evitar desconfortos gastrintestinais ainda n\u00e3o s\u00e3o claramente descritas na literatura <sup>(23)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As prote\u00ednas desempenham uma ampla variedade de fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que s\u00e3o consideradas essenciais para a sa\u00fade e desempenho f\u00edsico <sup>(24)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do papel da prote\u00edna no fornecimento de energia n\u00e3o ter sido considerado importante para a maioria das formas de atividade muscular, est\u00e1 tornando-se cada vez mais claro que o catabolismo<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">prot\u00e9ico aumenta durante a atividade de endurance (&gt; 60 minutos) e que ela pode contribuir entre 5 a 10 % das necessidades energ\u00e9ticas, sendo esse metabolismo das prote\u00ednas o mais lento e menos econ\u00f4mico para a reciclagem do ATP <sup>(25)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ingest\u00e3o elevada de prote\u00ednas pode resultar em v\u00e1rios efeitos negativos, incluindo danos renais, aumento dos n\u00edveis de lipoprote\u00ednas sangu\u00edneas (que podem estar associadas com arteriosclerose) e desidrata\u00e7\u00e3o <sup>(26)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O alimento \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o de todos os nossos processos vitais. \u00c9 atrav\u00e9s dele que obtemos a energia necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o dos mesmos processos. Uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada \u00e9 aquela que assegura a ingest\u00e3o equilibrada de carboidratos, gorduras, prote\u00ednas, vitaminas e sais minerais, al\u00e9m de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1bitos alimentares inadequados est\u00e3o relacionados a in\u00fameras doen\u00e7as, destacando-se a obesidade, arteriosclerose, hipertens\u00e3o arterial, c\u00e2ncer, calculose renal entre outras. A dieta adequada \u00e9 aquela que cont\u00e9m leite e seus derivados, carnes (vaca, porco, carneiro, coelho, aves ou peixes), frutas, vegetais, cereais e p\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quantidade de alimento necess\u00e1ria depende de fatores como o sexo, peso, atividade f\u00edsica e, evidentemente, a idade. Durante o processo de envelhecimento h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o global da atividade das c\u00e9lulas, o que leva a modifica\u00e7\u00f5es das necessidades nutricionais, uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada pode ocasionar v\u00e1rios riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando falamos em atletas de alto rendimento a alimenta\u00e7\u00e3o deve ser diferenciada dos demais indiv\u00edduos em fun\u00e7\u00e3o do gasto energ\u00e9tico ser relativamente elevado e da necessidade de nutrientes que varia de acordo com o tipo da atividade, a fase de treinamento e o momento da ingest\u00e3o, al\u00e9m de ingerir alimentos que contenham vitaminas e minerais antioxidantes, que participam da neutraliza\u00e7\u00e3o de radicais livres gerados pela atividade f\u00edsica aer\u00f3bia e anaer\u00f3bia.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">BIBLIOGRAFIA<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">1- COOK, T. M. et al. Dietary advice for muscularity, leanness and weight control in Men&#8217;s Health magazine: a content analysis. <strong>BMC Public Health<\/strong>.\u00a02014 Oct 11;14:1062. doi: 10.1186\/1471-2458-14-1062.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2- DUTRA DE OLIVEIRA, J. E. et al. Ci\u00eancias Nutricionais. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: <strong>Sarvier<\/strong>, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3- SALINAS, G. M. E. et al. Effects of branched amino acids in endurance sports: a review<strong>.<\/strong> <strong>Nutr Hosp.<\/strong>\u00a02014 Nov 16;31(2):577-89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4- ALVES, L. A. et al. Estrat\u00e9gias de Nutri\u00e7\u00e3o e Suplementa\u00e7\u00e3o no Esporte. S\u00e3o Paulo: <strong>Manole<\/strong>, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5- SICI\u0143SKA, P. et al. The use of various diet supplements in metabolic syndrome. <strong>Postepy Hig Med Dosw (Online).<\/strong>\u00a02015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6- WANG, C. Y. et al. Recent Advances in\u00a0Food\u00a0Processing Using High Hydrostatic Pressure Technology. <strong>Crit Rev<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>Food<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>Sci Nutr.<\/strong>\u00a02015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7- AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. <strong>Guidelines for Exercise Testing and Prescription<\/strong>. Baltimore. Williams; Wilkins, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8- TAI, N. et al. The role of gut microbiota in the development of type 1, type 2 diabetes mellitus and\u00a0obesity. <strong>Rev Endocr Metab Disord.<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9- HOLLMANN, W. &amp; HETTTINGER, T. H. Medicina de Esporte. Edi\u00e7\u00e3o Revisada. 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: <strong>Manole<\/strong>, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10- RAHE, J. ET AL. Effects of cognitive training with additional\u00a0physical activity\u00a0compared to pure cognitive training in healthy older adults. <strong>Clin Interv Aging.<\/strong>\u00a02015 Jan 19;10:297-310. Collection 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11- ORDONEZ, R. et al. Understanding nutritional interventions and physical exercise in non-alcoholic Fatty liver disease. <strong>Curr Mol Med<\/strong>.\u00a02015;15(1):3-26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12- WEINECK, J. Atividade F\u00edsica e Esporte. Para qu\u00ea? S\u00e3o Paulo: <strong>Manole<\/strong>, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13- NEDER; J. A. &amp; NERY, L. E. Fisiologia Cl\u00ednica do Exerc\u00edcio: Teoria e Pr\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: <strong>Artes M\u00e9dicas<\/strong>, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14- POLLOCK, M. L., WILMORE, J. H. Exerc\u00edcios na Sa\u00fade e na Doen\u00e7a: Avalia\u00e7\u00e3o e Prescri\u00e7\u00e3o para Preven\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o. 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o . Rio de Janeiro: <strong>Medsi<\/strong>, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15- CORBIN, C. B. &amp; LINDEY, N. Health Related Fitness in Phisycal Education. London: <strong>Ling Publishing House.<\/strong> 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16- D\u00c2MASO, A. Nutri\u00e7\u00e3o e Exerc\u00edcio na Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: <strong>Medsi<\/strong>, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17- GHORAYEB, N. &amp; BARROS NETO, T. L. O Exerc\u00edcio, Prepara\u00e7\u00e3o Fisiol\u00f3gica, Avalia\u00e7\u00e3o M\u00e9dica, Aspectos Especiais e Preventivos. S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte: <strong>Atheneu<\/strong>, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18- SHARKEY, B. J. Condicionamento F\u00edsico e Sa\u00fade. 4\u00aa ed. Porto Alegre: <strong>Artmed<\/strong>, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19- BUSS, C. e OLIVEIRA, A.R. Nutri\u00e7\u00e3o para os Praticantes de Exerc\u00edcio em Grandes Altitudes. <strong>Rev. Nutr.<\/strong>, Campinas: 19(1): 77-83, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20- MONTEIRO, A. G. Treinamento Personalizado: Uma Abordagem Did\u00e1tico-Metodol\u00f3gica<strong>.<\/strong> 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: <strong>Phorte<\/strong>, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21- GUEDES, D. P. Composi\u00e7\u00e3o do Peso Corporal; Atividade F\u00edsica e Nutri\u00e7\u00e3o. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o Londrina: <strong>Midograf<\/strong>, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22- GOMES, A. C. Treinamento Desportivo: Princ\u00edpios, meios e m\u00e9todos. Treinamento Desportivo: <strong>Londrina<\/strong>, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23- LIMA, S. et al. Metabolismo de Gordura Durante o Exerc\u00edcio F\u00edsico: Mecanismos de Regula\u00e7\u00e3o<strong>. <\/strong><strong>Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano<\/strong>, 8(4):106-114. 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24- MILHNER, E. G. Equa\u00e7\u00e3o da Vida: as Bases Metodol\u00f3gicas da Cultura F\u00edsica para a Sa\u00fade. Moscou: <strong>Cultura F\u00edsica e Desporto<\/strong>,1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25- POWERS, S. K. &amp; HOWLEY, E. T. Fisiologia do Exerc\u00edcio. 3\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: <strong>Manole<\/strong>, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26- GLEESON, M. Interrelationship Between Physical Activity and Branched-Chain Amino Acids. <strong>The Journal of Nutrition<\/strong>. July, 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contribui\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias nutricionais e do exerc\u00edcio Nosso organismo pode ser comparado a uma m\u00e1quina que utiliza energia do alimento para o seu funcionamento, neste processo libera calor que \u00e9 controlado para a manuten\u00e7\u00e3o da temperatura do corpo sempre em n\u00edveis regulares. 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