{"id":36416,"date":"2016-02-02T22:03:09","date_gmt":"2016-02-02T21:03:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/?p=36416"},"modified":"2020-11-23T10:28:15","modified_gmt":"2020-11-23T09:28:15","slug":"avaliacao-neuropsicologica-funcoes-verbais-e-funcoes-executivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/avaliacao-neuropsicologica-funcoes-verbais-e-funcoes-executivas\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. Fun\u00e7\u00f5es verbais e fun\u00e7\u00f5es executivas"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: left;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. Fun\u00e7\u00f5es verbais e fun\u00e7\u00f5es executivas<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como referem Lezak, Howieson e Loring (2004), mencionado por Valencia e Delgado (2013), a neuropsicologia caracteriza-se por ser uma disciplina que engloba conhecimentos da psicologia e da neurologia de modo a estudar a rela\u00e7\u00e3o entre o funcionamento cerebral e o comportamento. Nesta linha, Hecaen (1963), cit in Siksou (2008) refere que esta disciplina define-se \u201ccomo um dom\u00ednio particular da neurologia cujo interesse \u00e9 partilhado pelos neur\u00f3logos, pelos psiquiatras, pelos psic\u00f3logos e pelos neurofisi\u00f3logos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. Fun\u00e7\u00f5es verbais e fun\u00e7\u00f5es executivas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e9ssica Santos Sp\u00ednola, Licenciada em Psicologia, Mestranda em Psicologia, Universidade da Beira Interior<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luis Alberto C. R. Maia, PhD; Professor &#8211; Beira Interior University<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clinical Neuropsychologist, PhD (USAL &#8211; Spain); Neuroscientist, MsC (Medicine School of Lisbon &#8211; Portugal); Medico Legal Specialist (Medicine Institute Abel Salazar &#8211; Oporto, Portugal); Graduation in Clinical Neuropsychology (USAL &#8211; Spain); Graduation in Investigative Proficiency on Psychobiology (USAL &#8211; Spain); Clinical Psychologist (Minho University &#8211; Portugal)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correspondent author: lmaia@ubi.pt<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da neuropsicologia podemos encontrar duas grandes vertentes, que s\u00e3o a avalia\u00e7\u00e3o e a reabilita\u00e7\u00e3o. O objetivo do presente artigo \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um ensaio geral sobre a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, nomeadamente as suas metodologias, os seus dom\u00ednios e aplica\u00e7\u00e3o, em especial no \u00e2mbito das fun\u00e7\u00f5es verbais e executivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica caracteriza-se por uma forma espec\u00edfica de avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica com o recurso a fundamentos de psicologia e neurologia (nomeadamente ao n\u00edvel do sistema nervoso e patologias associadas), estendendo-se a formas quantitativas e qualitativas de avalia\u00e7\u00e3o (Spreen &amp; Strauss, 1998, cit in Hamdan &amp; Pereira, 2009). Tal como M\u00e4der (1996) indica, esta forma de avalia\u00e7\u00e3o tem como objetivos o aux\u00edlio do diagn\u00f3stico, dete\u00e7\u00e3o de disfun\u00e7\u00f5es cognitivas, planeamento da interven\u00e7\u00e3o, entre outros. Gil (2004), mencionado por Maia, Correia e Leite (2009), refere que \u201ca avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica permite o estudo aprofundado de v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es cognitivas, emocionais e comportamentais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o, o examinador deve proceder \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos a quem a solicitou, incluindo dados do paciente e do examinador, apresenta\u00e7\u00e3o do problema, testes utilizados, eventuais consequ\u00eancias do problema, fun\u00e7\u00f5es afetadas e fun\u00e7\u00f5es preservadas, estrat\u00e9gias para compensar os d\u00e9fices, e outras informa\u00e7\u00f5es consideradas relevantes mediante a situa\u00e7\u00e3o apresentada (Siksou, 2008). Ser\u00e3o abordadas especificamente a avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas e fun\u00e7\u00f5es executivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Palavras-chave: neuropsicologia, avalia\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o, linguagem, fun\u00e7\u00f5es executivas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Summary<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As stated by Lezak, Howieson and Loring (2004; in Valencia and Delgado 2013), neuropsychology is characterized as being a discipline that includes knowledge of psychology and neurology in order to study the relationship between brain function and behavior. In this line, Hecaen (1963; quoted in Siksou, 2008) notes that this discipline is defined \u00abas a particular field of neurology whose interest is shared by neurologists, by psychiatrists, psychologists and neurophysiologists\u00bb. In neuropsychology we can find two major elements, which are evaluation and rehabilitation. The purpose of this article is to conduct an essay on neuropsychological assessment, including their methodologies, their domains and application, particularly in the context of verbal and executive functions.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thus, the neuropsychological assessment is characterized by a specific form of psychological evaluation with the use of psychology and neurology fundamentals (particularly in terms of the nervous system and associated pathologies), extending the quantitative and qualitative forms of assessment (Spreen &amp; Strauss, 1998, in Hamdan &amp; Pereira, 2009). M\u00e4der (1996) states that this form of assessment aims to aid the diagnosis, detection of cognitive disorders, intervention planning, among others.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gil (2004), quoted by Maia, Correia and Leite (2009), states that \u00abthe neuropsychological evaluation allows in-depth study of various cognitive, emotional and behavioral functions.\u00bb Following the evaluation, the examiner should communicate the results obtained to those who requested it, including patient and examiner data, presentation of the problem, tests used, any consequences of the problem, affected functions and preserved functions, strategies to compensate for deficits, and other information believed relevant by the situation presented (Siksou, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Specifically we will address the assessment of language functions and executive functions.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Keywords: neuropsychology, assessment, rehabilitation, language, executive functions<\/p>\n<p><strong> Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Habitualmente os pacientes referenciados para serem submetidos a uma avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica tendem a: apresentar uma perturba\u00e7\u00e3o ou patologia cerebral previamente identificada; apresentar fatores de risco previamente identificados para o desenvolvimento de uma perturba\u00e7\u00e3o ou patologia cerebral; ou ent\u00e3o a apresentar altera\u00e7\u00f5es no comportamento sem causa identificada ou outro diagn\u00f3stico, levando a suspeitas de perturba\u00e7\u00e3o ou patologia cerebral (Howieson &amp; Lezak, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Groth-Marnat (2000) prop\u00f5e quatro \u00e1reas principais \u00e0s quais a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica pretende dar resposta, nomeadamente o diagn\u00f3stico diferencial, o plano de tratamento, a reabilita\u00e7\u00e3o e os procedimentos legais. O diagn\u00f3stico diferencial remete para a discrimina\u00e7\u00e3o entre os problemas de ordem neurol\u00f3gica e os de ordem psiqui\u00e1trica, de forma a encaminhar para o profissional adequado. O plano de tratamentos implica um conjunto de decis\u00f5es a tomar mediante a natureza e extens\u00e3o da disfun\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel funcional do indiv\u00edduo. A reabilita\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser <\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">pensada de acordo com o problema que o indiv\u00edduo apresenta e das suas caracter\u00edsticas idiossincr\u00e1ticas, for\u00e7as e fraquezas. Por fim, os procedimentos legais v\u00e3o ao encontro dos pedidos de avalia\u00e7\u00e3o para determinar a poss\u00edvel presen\u00e7a de disfun\u00e7\u00e3o ou a sua dimensionalidade no indiv\u00edduo, que possa explicar determinados comportamentos (e.g. quesito para apurar responsabilidade criminal).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, Hebben e Milberg (2002) aludem que os objetivos da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica remetem para:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) descri\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es no funcionamento psicol\u00f3gico do indiv\u00edduo, quanto \u00e0 sua presen\u00e7a\/aus\u00eancia e respetiva severidade, em que o neuropsic\u00f3logo atende ao estado funcional atual do indiv\u00edduo, \u00e0s suas for\u00e7as e fraquezas, para inferir qual o seu n\u00edvel prem\u00f3rbido e qual a dimens\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) determina\u00e7\u00e3o dos correlatos biol\u00f3gicos dos resultados dos testes, perante os quais o neuropsic\u00f3logo tenta perceber se as altera\u00e7\u00f5es no n\u00edvel funcional do indiv\u00edduo (verificadas atrav\u00e9s do comportamento, observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, aplica\u00e7\u00e3o de testes) se devem a algum dano cerebral, e se sim, qual a regi\u00e3o que est\u00e1 envolvida;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) determina\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es com doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, perturba\u00e7\u00f5es desenvolvimentais, ou condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-neurol\u00f3gicas, ou seja, o neuropsic\u00f3logo procura inferir sobre a(s) etiologia(s) das altera\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) avalia\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es ao longo do tempo e desenvolvimento de um progn\u00f3stico, mediante as melhorias ou perdas na performance do indiv\u00edduo ao longo do tempo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) orienta\u00e7\u00f5es para a reabilita\u00e7\u00e3o e\/ou planeamento educacional;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6) orienta\u00e7\u00f5es para a educa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias e cuidadores; e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7) implementa\u00e7\u00e3o do tratamento e planeamento da \u201calta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo cl\u00ednico na avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, tal como alude Siksou (2008), assenta na observa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, na sua hist\u00f3ria de vida e do problema em quest\u00e3o, nos dados que s\u00e3o recolhidos a partir da entrevista cl\u00ednica, nos testes e t\u00e9cnicas psicol\u00f3gicos e relat\u00f3rios de exames do indiv\u00edduo. Maia, Correia e Leite (2009) acrescentam que este \u00e9 um m\u00e9todo hipot\u00e9tico-dedutivo, avaliando os fen\u00f3menos tal como s\u00e3o apresentados e interpretando-os de acordo com a sua forma e conte\u00fado. Ou seja, a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica parte de um conjunto de infer\u00eancias que o neuropsic\u00f3logo vai formulando ao longo do processo de recolha de informa\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo, testando-as devidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Bartolom\u00e9, Fern\u00e1ndez e Ajamil (2001), apesar de ser importante a utiliza\u00e7\u00e3o de uma metodologia com protocolos espec\u00edficos, a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica deve ser pensada consoante o caso em quest\u00e3o. Isto \u00e9, o protocolo a utilizar implica a considera\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios objetivos da avalia\u00e7\u00e3o, da situa\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas do paciente, da sele\u00e7\u00e3o dos instrumentos mais adequados para o diagn\u00f3stico funcional, entre outros aspetos. Pelo que cabe ao neuropsic\u00f3logo ser competente no sentido de ter conhecimentos e experi\u00eancia sobre a problem\u00e1tica em quest\u00e3o, sobre a componente biol\u00f3gica que pode eventualmente estar por detr\u00e1s dessa problem\u00e1tica, que t\u00e9cnicas ou instrumentos existem e quais se adequam melhor ao caso, os seus procedimentos de administra\u00e7\u00e3o, cota\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o, e fundamentalmente possuir compet\u00eancias de entrevista cl\u00ednica (dado que \u00e9 uma grande fonte de informa\u00e7\u00e3o e serve de guia para as fases seguintes de avalia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ent\u00e3o neste sentido que, no que concerne aos testes psicol\u00f3gicos a utilizar, o neuropsic\u00f3logo pode optar por uma bateria de testes fixa ou ent\u00e3o por uma flex\u00edvel (Siksou, 2008). Bauer (2011) indica que as diferen\u00e7as entre estas duas abordagens derivam: da natureza e timing para a tomada de decis\u00f5es sobre os testes a aplicar; da fidelidade dos conceitos psicom\u00e9tricos vs. neurol\u00f3gicos na conceptualiza\u00e7\u00e3o do processo de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica e seus objetivos; da enfase nos crit\u00e9rios quantitativos vs. qualitativos na formula\u00e7\u00e3o do caso e interpreta\u00e7\u00f5es. J\u00e1 Bartolom\u00e9, Fern\u00e1ndez e Ajamil (2001) prop\u00f5em tr\u00eas grupos principais de instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, nomeadamente os instrumentos de rastreio cognitivo (gerais e breves), baterias neuropsicol\u00f3gicas gerais (aprofundadas e demoradas) e testes espec\u00edficos. Algumas das baterias de testes neuropsicol\u00f3gicos mais utilizadas s\u00e3o as Escalas de Intelig\u00eancia de Wechsler (WISC para crian\u00e7as e WAIS para adultos) e a Bateria Neuropsicol\u00f3gica de Luria Nebraska (Groth-Marnat, 2000; Siksou, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos dom\u00ednios da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica, sublinha-se a avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es cognitivas, entre as quais Siksou (2008) destaca a linguagem, a mem\u00f3ria, a aten\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia, as fun\u00e7\u00f5es executivas, as fun\u00e7\u00f5es motoras e as fun\u00e7\u00f5es sensoriais.<\/p>\n<p><strong> Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das fun\u00e7\u00f5es verbais \u2013 linguagem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>2.1. Caracter\u00edsticas da linguagem<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A linguagem \u00e9 caracterizada como uma capacidade de aprender um ou mais sistemas de s\u00edmbolos verbais, utilizada pelos seres humanos. Uma disciplina que surgiu da neuropsicologia e que estuda efetivamente este tema da linguagem \u00e9 a neurolingu\u00edstica, que se encarrega n\u00e3o s\u00f3 de estudar o funcionamento patol\u00f3gico desta atividade mental mas tamb\u00e9m o funcionamento normal. No entanto, o grande alvo de estudo continua a ser no campo das patologias da linguagem, mais propriamente as afasias, que s\u00e3o perturba\u00e7\u00f5es da linguagem oral ou escrita devido a uma les\u00e3o cerebral, que segundo a literatura, ocorre no hemisf\u00e9rio esquerdo comprometendo as tarefas verbais (Burgio &amp; Basso, 1997; Damasceno, 1997; Doron &amp; Parot, 2001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bartolom\u00e9, Fern\u00e1ndez e Ajamil (2001) referem que a linguagem pressup\u00f5e a exist\u00eancia e funcionamento de sistemas neuronais (corticais, subcorticais, diencef\u00e1licos e troncoencef\u00e1licos) e respetivas interliga\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de vias de conex\u00e3o (ascendentes, descendentes, interhemisf\u00e9ricas e intrahemisf\u00e9ricas). De acordo com o modelo cl\u00e1ssico da linguagem, existe uma \u00e1rea frontal expressiva, denominada por \u00e1rea de Broca (situada na circunvolu\u00e7\u00e3o frontal inferior do hemisf\u00e9rio dominante \u2013 \u00e1rea 44 de Brodmann), respons\u00e1vel pelo planeamento e execu\u00e7\u00e3o da fala e escrita, e uma \u00e1rea posterior recetiva, designada por \u00e1rea de Wernicke (situada no segmento <\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">posterior do gyrus temporal superior \u2013 \u00e1reas 22, 37, 39 e 40 de Brodmann), respons\u00e1vel pela an\u00e1lise e identifica\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos lingu\u00edsticos sensoriais (Pereira, Reis &amp; Magalh\u00e3es, 2003). A linguagem foi a primeira fun\u00e7\u00e3o cognitiva a ser correlacionada com processos patol\u00f3gicos que afetavam \u00e1reas espec\u00edficas do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>2.2. Pressupostos da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica da linguagem<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica da linguagem, tal como aludem Bartolom\u00e9, Fern\u00e1ndez e Ajamil (2001), debru\u00e7a-se sobre: a express\u00e3o oral (e.g. conversar, repetir palavras, sequ\u00eancias autom\u00e1ticas, ritmo, linguagem narrativa); a compreens\u00e3o oral (e.g. audi\u00e7\u00e3o fon\u00e9mica, compreender as palavras, compreender frases simples e complexas, compreender estruturas l\u00f3gico-gramaticais); a express\u00e3o escrita (e.g. reproduzir em papel letras, n\u00fameros, palavras e frases, c\u00f3pias, elaborar frases, escrita narrativa); e a compreens\u00e3o escrita (e.g. discriminar s\u00edmbolos e palavras, associa\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica, ler frases e par\u00e1grafos). Ainda de acordo com estes autores, as principais altera\u00e7\u00f5es da linguagem podem surgir em dois tipos diferentes, nomeadamente as altera\u00e7\u00f5es que ocorrem antes ou durante a aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem e as altera\u00e7\u00f5es que ocorrem depois de j\u00e1 ter sido adquirida a linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, Holland, Hogg e Farmer (1997, cit in Johnstone, Holland &amp; Larimore, 2000) apontam como objeto de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica nas compet\u00eancias lingu\u00edsticas: a linguagem expressiva (sem\u00e2ntica, sintaxe, pragm\u00e1tica, discurso e linguagem escrita); e a linguagem recetiva (compreens\u00e3o da leitura e compreens\u00e3o auditiva). As formas b\u00e1sicas de disfun\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica s\u00e3o, tal como indicam Johnstone, Holland e Larimore (2000), a afasia de Broca, a afasia de Wernicke, a afasia motora transcortical, a afasia sensorial transcortical, a afasia de condu\u00e7\u00e3o e a afasia global. Esta afirma\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e que as afasias, que consistem na perda ou altera\u00e7\u00e3o da linguagem por consequ\u00eancia de um dano cerebral, constituem as principais altera\u00e7\u00f5es da linguagem, bem como a disartria e apraxias do discurso (Barroso, 2001; Lezak et al, 2004). Perante Caplan (1998), resultados de diversos estudos demonstram um conjunto de sintomas af\u00e1sicos no seguimento de les\u00f5es no t\u00e1lamo, c\u00e1psula interna, putamen, caudado e estruturas de subst\u00e2ncia branca envolventes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, a afasia \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o de linguagem, adquirida e de etiologia neurol\u00f3gica, que n\u00e3o pode ser explicada pela presen\u00e7a de perturba\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel sensorial, cognitivo ou motor, n\u00e3o havendo qualquer dificuldade do indiv\u00edduo na programa\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o dos movimentos de articula\u00e7\u00e3o oral (Hallowell &amp; Chapey, 2008, cit in Santos, 2013). No que diz respeito \u00e0 taxonomia das afasias, pode encontrar-se a divis\u00e3o em dois grupos, nomeadamente o das afasias t\u00edpicas (originadas por les\u00f5es a n\u00edvel cortical no hemisf\u00e9rio esquerdo) e o das afasias at\u00edpicas (originadas por les\u00f5es no hemisf\u00e9rio direito \u2013 cruzadas, ou a n\u00edvel subcortical do hemisf\u00e9rio esquerdo &#8211; subcorticais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da tipologia, e al\u00e9m das afasias mencionadas no par\u00e1grafo anterior, surgem a afasia transcortical mista e a afasia an\u00f3mica (Castro-Caldas, 2000, cit in Santos, 2013). Ardila (2010) prop\u00f5e uma classifica\u00e7\u00e3o das afasias em prim\u00e1rias (afasia de Wernicke e afasia de Broca), secund\u00e1rias (afasia de condu\u00e7\u00e3o) e disexecutivas (afasias transcorticais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base no modelo Wernicke-Lichtheim pode definir-se: a afasia de Broca enquanto perturba\u00e7\u00e3o na express\u00e3o resultante de les\u00e3o no centro motor da linguagem \u2013 incapacidade de expressar linguagem; a afasia de Wernicke enquanto perturba\u00e7\u00e3o na compreens\u00e3o resultante de les\u00e3o no centro sensorial \u2013 incapacidade de perceber linguagem; a afasia de condu\u00e7\u00e3o como perturba\u00e7\u00e3o resultante de les\u00e3o no fasc\u00edculo arqueado, o trato que une estes dois centros \u2013 dificuldade na repeti\u00e7\u00e3o do discurso; a afasia transcortical motora quando a les\u00e3o abrange os centros motor e conceptual \u2013 incapacidade de expressar mas repeti\u00e7\u00e3o preservada; a afasia transcortical sensorial quando a les\u00e3o abrange os centros sensorial e conceptual \u2013 incapacidade de compreender mas repeti\u00e7\u00e3o preservada; a afasia global, quando as les\u00f5es s\u00e3o extensas afetando todos os centros; e a afasia an\u00f3mica, sem liga\u00e7\u00e3o com les\u00e3o numa \u00e1rea espec\u00edfica \u2013 dificuldade em encontrar palavras\/nomes (Kertesz, Sheppard &amp; MacKenzie, 1982; Yourganov, Smith, Fridriksson &amp; Rorden, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>2.3. Principal patologia que afeta a linguagem<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das patologias mais comummente associadas ao surgimento de disfun\u00e7\u00e3o na linguagem \u00e9 o acidente vascular cerebral (AVC), sendo a disfun\u00e7\u00e3o mais frequente a afasia (Otal, Olma, Fl\u00f6el &amp; Wellwood, 2015; Plowman, Hentz &amp; Ellis, 2012; Yourganov, Smith, Fridriksson &amp; Rorden, 2015). Tal como mencionado no Programa Harvard Medical School Portugal (2012), o AVC \u00e9 uma les\u00e3o cerebral resultante da interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de sangue ao c\u00e9rebro, podendo ser classificado em hemorr\u00e1gico ou isqu\u00e9mico, de acordo com o tipo de interrup\u00e7\u00e3o (por rebentamento de um vaso sangu\u00edneo vs. pelo tamponamento de um vaso sangu\u00edneo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, e de acordo com a literatura, a afasia est\u00e1 patente em situa\u00e7\u00f5es de incapacidade severa ao n\u00edvel da fraqueza dos membros, perda de fun\u00e7\u00f5es e perda de QI, bem como de um menor grau de recupera\u00e7\u00e3o das atividades sociais (Wade, Hewer, David &amp; Enderby, 1986). Quanto ao progn\u00f3stico da afasia p\u00f3s-AVC, s\u00e3o tidas em conta algumas vari\u00e1veis, nomeadamente o momento em que surgiu a afasia e respetiva severidade, e a localiza\u00e7\u00e3o e tamanho da les\u00e3o (Plowman, Hentz &amp; Ellis, 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>2.4. Instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das afasias<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das afasias, Goodglass (1986) e Stringer (1996), citados por Lezak et al (2004), aludem para quest\u00f5es comummente presentes nos testes que s\u00e3o realizados ao paciente, nomeadamente o pedido para nomear objetos simples, reconhecer palavras simples faladas, agir de acordo com ordens em s\u00e9rie, repetir palavras e frases, reconhecer letras, n\u00fameros, palavras e s\u00edmbolos simples escritos\/impressos, fornecer respostas verbais e gestuais a quest\u00f5es simples escritas\/impressas e escrever letras, n\u00fameros, palavras, entre outros. Alguns testes podem inclusivamente conter um pedido para o paciente contar uma hist\u00f3ria, por exemplo.<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Pe\u00f1a-Casanova, Fombuena e Full\u00e0 (2005), alguns dos testes mais conhecidos e utilizados a n\u00edvel mundial para avalia\u00e7\u00e3o das afasias s\u00e3o: <em>Boston Diagnostic Aphasia Examination<\/em> (BDAE), <em>Bilingual Aphasia Test<\/em> (BAT), <em>Token Test<\/em>, <em>Boston Naming Test<\/em> (BNT), <em>Object and Action Naming Battery<\/em> e <em>Psycholinguistic Assessments of Language Processing in Aphasia<\/em> (PALPA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Designa\u00e7\u00e3o do teste &#8211; Objetivos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BDAE &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das capacidades lingu\u00edsticas em pacientes af\u00e1sicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAT &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o das capacidades lingu\u00edsticas nas v\u00e1rias l\u00ednguas de um bilingue ou poliglota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Token Test &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o auditiva em pacientes af\u00e1sicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BNT &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da capacidade de denomina\u00e7\u00e3o por confronto visual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Object and Action Naming Battery &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o de aspetos espec\u00edficos da denomina\u00e7\u00e3o em pacientes af\u00e1sicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PALPA &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o exata das capacidades lingu\u00edsticas nas perturba\u00e7\u00f5es da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 1. Instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o de afasias. <em>Adaptado de Pe\u00f1a-Casanova, Fombuena &amp; Full\u00e0 (2005).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Portugal, a literatura existente para a avalia\u00e7\u00e3o da afasia \u00e9 considerada escassa, sendo que um dos motivos remete para a dificuldade na tradu\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o dos instrumentos internacionais para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa devido \u00e0s diferen\u00e7as culturais entre os pa\u00edses (Leal, 2003, cit in Matos, 2012) e \u00e0s pr\u00f3prias diferen\u00e7as sociodemogr\u00e1ficas verificadas dentro de Portugal (Leal et al, 2002, cit in Matos, 2012). Posto isto, dentro do que tem sido trabalhado na ou para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa, recorre-se a instrumentos tais como os testes de nomea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (Albuquerque &amp; Sim\u00f5es, 2009), a EFA \u2013 Escala de Funcionalidade para Af\u00e1sicos (Leal, 2006, cit in Matos, 2012), a BAAL \u2013 Bateria de Avalia\u00e7\u00e3o da Afasia de Lisboa (Caldas, 1979, cit in Fontoura, 2012), a PALPA-P \u2013 Provas de Avalia\u00e7\u00e3o da Linguagem e da Afasia em Portugu\u00eas (Castro et al, 2007, cit in Fontoura, 2012) e a PAL-PORT \u2013 Bateria de Avalia\u00e7\u00e3o Psicolingu\u00edstica das Afasias e de outras Perturba\u00e7\u00f5es da Linguagem para a Popula\u00e7\u00e3o Portuguesa (Festas et al, 2006, cit in Fontoura, 2012). A BAAL permite a identifica\u00e7\u00e3o do tipo de afasia presente no indiv\u00edduo e dos d\u00e9fices nas v\u00e1rias modalidades da linguagem, e a classifica\u00e7\u00e3o do grau de gravidade atrav\u00e9s da EGA \u2013 Escala de Gravidade da Afasia (Leal, 2003, cit in Santos, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das fun\u00e7\u00f5es executivas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>3.1. Caracter\u00edsticas das fun\u00e7\u00f5es executivas<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sbordone (2000) define as fun\u00e7\u00f5es executivas como um processo complexo mediante o qual o indiv\u00edduo executa uma tarefa de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, que perdura desde a sua conceptualiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu t\u00e9rmino. Isto significa que o indiv\u00edduo perceciona a exist\u00eancia de um problema, avalia esse problema quanto \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es, formula objetivos espec\u00edficos para a resolu\u00e7\u00e3o do problema, desenvolve planos com as a\u00e7\u00f5es a tomar para resolver o problema, avalia a efic\u00e1cia desses planos, formula outros novos, compara resultados, emprega o melhor plano para a resolu\u00e7\u00e3o do problema, termina-o e guarda-o quando o problema se resolve, voltando a utiliz\u00e1-lo quando surgem problemas semelhantes. Por sua vez, Capovilla, Assef e Cozza (2007) encaram-nas como fun\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela capacidade de realizar ac\u00e7\u00f5es de forma volunt\u00e1ria e organizada, mobilizando os comportamentos necess\u00e1rios ao objectivo dessas mesmas ac\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 sua neuroanatomia, Seruca (2013) associa as fun\u00e7\u00f5es executivas ao c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal que, por sua vez faz parte do lobo frontal, e preenche aproximadamente um quarto do c\u00f3rtex cerebral, abrangendo as superf\u00edcies lateral, medial e inferior. O c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal \u00e9 tamb\u00e9m chamado c\u00f3rtex associativo frontal, constituindo assim o n\u00edvel cortical hier\u00e1rquico mais elevado para a representa\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o (Fuster, 2011, cit in Seruca, 2013). Em termos gerais, as fun\u00e7\u00f5es executivas encontram-se assim fortemente ligadas aos lobos frontais (Stuss &amp; Alexander, 2000). No entanto, parece n\u00e3o haver consenso na localiza\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica ou no papel \u00fanico e espec\u00edfico destas fun\u00e7\u00f5es, uma vez que se verificam diversas conex\u00f5es com outras fun\u00e7\u00f5es cognitivas, ou seja, pressup\u00f5em o aglomerar de diversos processos cognitivos mediante a situa\u00e7\u00e3o apresentada (Tirap\u00fa-Ust\u00e1rroz et al, 2008, cit in Seruca, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fun\u00e7\u00f5es executivas, tal como sugere Lezak (1995, cit in Sbordone, 2000) podem ser conceptualizadas em quatro componentes distintos, nomeadamente a voli\u00e7\u00e3o, o planeamento, a a\u00e7\u00e3o intencional e o desempenho eficaz. Algumas manifesta\u00e7\u00f5es de disfun\u00e7\u00e3o que se podem verificar nestes componentes s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) voli\u00e7\u00e3o \u2013 sintomas de apatia\/indiferen\u00e7a, perda de curiosidade, perda de auto-consci\u00eancia, descuidos na higiene, perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas, perda de consci\u00eancia social, falta de objetivos\/planos para o futuro e falta de motiva\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) planeamento \u2013 perda do pensamento abstrato\/conceptual, pensamento e comportamento desorganizados e inflex\u00edveis, compet\u00eancias organizacionais e de planeamento pobres, falta de objetivos\/planos para o futuro e comportamento socialmente inapropriado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) a\u00e7\u00e3o intencional \u2013 distractibilidade, perda de iniciativa, dificuldade em processar uma ou mais atividades em simult\u00e2neo, perda da capacidade para manter um conjunto de respostas cognitivas\/motoras, pensamento e comportamento desorganizados, labilidade emocional, impaci\u00eancia, pensamento circunstancial\/tangencial, dificuldades em executar novas tarefas, h\u00e1bitos de trabalho pobres e dificuldade de funcionar em situa\u00e7\u00f5es novas ou desconhecidas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) desempenho eficaz \u2013 persevera\u00e7\u00f5es, rigidez cognitiva, incapacidade de completar tarefas, incapacidade de detetar ou retificar erros e incapacidade de utilizar planos eficazes no passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>3.2. Principais patologias que afetam as fun\u00e7\u00f5es executivas<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disfuncionalidade das fun\u00e7\u00f5es executivas, de acordo com Junqu\u00e9 (2001), \u00e9 a perturba\u00e7\u00e3o mais distintiva das les\u00f5es frontais. No <\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">entanto, as fun\u00e7\u00f5es executivas podem ser afetadas n\u00e3o apenas por les\u00f5es frontais, mas tamb\u00e9m por les\u00f5es em outras partes do c\u00e9rebro, como sejam altera\u00e7\u00f5es nas estruturas do sistema l\u00edmbico (e.g. por abuso de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas como coca\u00edna), les\u00f5es no hemisf\u00e9rio direito, ou por s\u00edndromes\/doen\u00e7as como a s\u00edndrome de Korsakoff, a doen\u00e7a de Parkinson, perturba\u00e7\u00e3o depressiva, entre outras, podendo-se encontrar uma correla\u00e7\u00e3o entre disfun\u00e7\u00f5es noutras \u00e1reas cerebrais do paciente e as dificuldades verificadas num ou mais componentes das fun\u00e7\u00f5es executivas (Ferreira &amp; Colognese, 2014; Lezak et al, 2004; Nunes, Monteiro &amp; Lopes, 2014). Hamdan &amp; Pereira (2009) referem que as fun\u00e7\u00f5es executivas englobam diversas fun\u00e7\u00f5es cognitivas em diversos quadros patol\u00f3gicos, pelo que se torna imposs\u00edvel avaliar com apenas uma prova neuropsicol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que concerne \u00e0 s\u00edndrome de Korsakoff, esta resulta frequentemente de consumos de bebidas alco\u00f3licas excessivos e prolongados no tempo, afetando especialmente a mem\u00f3ria para eventos recentes, as fun\u00e7\u00f5es executivas, controlo cognitivo e o processamento emocional (Brion, Pitel, Beaunieux &amp; Maurage, 2014). Isto significa que esta s\u00edndrome leva a disfun\u00e7\u00f5es neurocomportamentais e as \u00e1reas cerebrais associadas aos seus efeitos danosos remetem para as estruturas diencef\u00e1licas e l\u00edmbicas, \u00e1reas corticais, mat\u00e9ria cerebelar branca e cinzenta e circuitos cerebelares fronto-cortico-estriados (Oscar-Berman, 2012). Ao afetar as fun\u00e7\u00f5es executivas, torna-se ainda mais dif\u00edcil alterar os comportamentos de consumo, o que forma uma espiral de deteriora\u00e7\u00e3o (Maharasingam, Macniven &amp; Mason, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passando \u00e0 doen\u00e7a de Parkinson, esta \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o neurodegenerativa, perante a qual h\u00e1 uma degenera\u00e7\u00e3o dos neur\u00f3nios dopamin\u00e9rgicos na subst\u00e2ncia nigra, e consequentemente leva a uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da dopamina nos g\u00e2nglios da base (Kish, Shannak &amp; Hornykiewicz, 1988, cit in Dirnberger &amp; Jahanshahi, 2013). Ao n\u00edvel motor, \u00e9 ent\u00e3o caracterizada por aquinesia, rigidez, tremores e instabilidade postural (Sammer, Reuter, Hullmann, Kaps &amp; Vaitl, 2006). De acordo com Leroi et al (2013), o desenrolar das disfun\u00e7\u00f5es cognitivas d\u00e1-se devido uma intera\u00e7\u00e3o entre o d\u00e9fice cognitivo, a resposta impulsiva e o estado dopamin\u00e9rgico. Como tal, nos est\u00e1dios iniciais desta doen\u00e7a est\u00e3o patentes disfun\u00e7\u00f5es executivas, como \u00e9 o caso dos d\u00e9fices no controlo da aten\u00e7\u00e3o, planifica\u00e7\u00e3o, controlo inibit\u00f3rio, tarefas de tomada de decis\u00e3o e de cogni\u00e7\u00e3o social, sendo que nos est\u00e1dios finais surgem os d\u00e9fices cognitivos e dem\u00eancia (Dirnberger &amp; Jahanshahi, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a outros tipos de doen\u00e7as ou condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, Wagner, Alloy e Abramson (2015) referem que a literatura tem demonstrado uma liga\u00e7\u00e3o entre a depress\u00e3o e d\u00e9fices nas fun\u00e7\u00f5es executivas em adultos. Na perturba\u00e7\u00e3o depressiva major, Paelecke-Habermann, Pohl e Leplow (2005) averiguaram no seu estudo que os pacientes eut\u00edmicos mostravam d\u00e9fices em todos os testes relacionados com aten\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es executivas, e que quando maior a severidade da depress\u00e3o, maior seria a disfun\u00e7\u00e3o executiva. Tal como se pode verificar, as disfun\u00e7\u00f5es executivas s\u00e3o comuns na depress\u00e3o geri\u00e1trica e incluem respostas de persevera\u00e7\u00e3o, perturba\u00e7\u00f5es na inicia\u00e7\u00e3o do comportamento e na inibi\u00e7\u00e3o de respostas inapropriadas (Lockwood et al, 2002 e Nebes et al, 2003, cit in Alexopoulos, Kiosses, Heo, Murphy, Shanmugham &amp; Gunning-Dixon, 2005). Inclusivamente ap\u00f3s AVC\u2019s, surgem tamb\u00e9m preju\u00edzos ao n\u00edvel das fun\u00e7\u00f5es executivas, como sugerem os estudos levados a cabo por Pohjasvaara et al (2002), Vataja et al (2003), Zinn, Bosworth, Hoenig e Swartzwelder (2007), Gottesman e Hillis (2010), entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, constata-se que as disfun\u00e7\u00f5es executivas est\u00e3o associadas a um conjunto de perturba\u00e7\u00f5es, mais concretamente as que resultam em patologia estrutural ou funcional na \u00e1rea frontal e nos g\u00e2nglios da base (Elliott, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><u>3.3. Instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das fun\u00e7\u00f5es executivas<\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao n\u00edvel da avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas, destacam-se a partir de Pe\u00f1a-Casanova, Fombuena e Full\u00e0 (2005) os seguintes instrumentos: <em>Wisconsin Card Sorting Test <\/em>(WCST), <em>Tower of London<\/em>, <em>The Executive Control Battery<\/em> e <em>Behavioural Assessment of the Dysexecutive Syndrome<\/em> (BADS). <em>Tabela 2<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros testes empregues podem ser o Trail Making Test, Teste de Raven, Go-No go, Stroop, Behavioral Assessment of Dyssecutive Sistem (Hamdan &amp; Pereira, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Designa\u00e7\u00e3o do teste &#8211; Objetivos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WCST &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas, em especial a flexibilidade mental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tower of London &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da capacidade de planifica\u00e7\u00e3o executiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">The Executive Control Battery &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o qualitativa e quantitativa detalhada da presen\u00e7a e extens\u00e3o da perturba\u00e7\u00e3o no lobo frontal ou da altera\u00e7\u00e3o do controlo executivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BADS &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da s\u00edndrome disexecutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 2. Instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es executivas. <em>Adaptado de Pe\u00f1a-Casanova, Fombuena &amp; Full\u00e0 (2005).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ainda encontrar-se, mais especificamente no contexto portugu\u00eas, testes de flu\u00eancia verbal sem\u00e2ntica e fon\u00e9mica para avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas em baterias como a BANC &#8211; Bateria de Avalia\u00e7\u00e3o Neuropsicol\u00f3gica de Coimbra (Sim\u00f5es et al, 2012, cit in Moura, Sim\u00f5es &amp; Pereira, 2013), testes de rastreio como a adapta\u00e7\u00e3o portuguesa do Addenbrooke Cognitive Examination-Revised (Firmino, Sim\u00f5es, Pinho, Cerejeira &amp; Martins, 2008, cit in Moura, Sim\u00f5es &amp; Pereira, 2013) e a adapta\u00e7\u00e3o portuguesa do MoCa \u2013 Montreal Cognitive Assessment (Freitas, Sim\u00f5es, Martins, Vilar &amp; Santana, 2010, cit in Moura, Sim\u00f5es &amp; Pereira, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 BANC, esta avalia os dom\u00ednios da linguagem, motricidade, mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es executivas, e foi elaborada especificamente para aplica\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as (Sim\u00f5es et al, 2008, cit in Albuquerque, Sim\u00f5es &amp; Martins, 2011). O Addenbrooke Cognitive Examination compreende os dom\u00ednios de aten\u00e7\u00e3o\/orienta\u00e7\u00e3o, linguagem, mem\u00f3ria, compet\u00eancias visuo-espaciais e fun\u00e7\u00f5es executivas, incluindo tamb\u00e9m o Mini Mental State Examination, pelo que \u00e9 aplicado a popula\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">idosa (Larner, 2007). Por fim, o MoCA avalia os dom\u00ednios da fun\u00e7\u00e3o executiva, capacidade visuo-espacial, mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o\/mem\u00f3ria de trabalho, linguagem, orienta\u00e7\u00e3o temporal e espacial (Sim\u00f5es et al, 2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reflex\u00e3o cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A neuropsicologia, enquanto ci\u00eancia que estuda a rela\u00e7\u00e3o c\u00e9rebro-comportamento e as altera\u00e7\u00f5es cognitivas e comportamentais derivadas de les\u00f5es cerebrais, divide-se em dois ramos: avalia\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica (Hamdan, Pereira &amp; Riechi, 2011). Ao agregar conhecimentos das neuroci\u00eancias e da psicologia, a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica debru\u00e7a-se especialmente sobre as fun\u00e7\u00f5es cognitivas, como \u00e9 o caso da linguagem e das fun\u00e7\u00f5es executivas, previamente abordadas neste trabalho. Neste sentido, embora se verifiquem muitos progressos tecnol\u00f3gicos a n\u00edvel da neurorradiologia, Siksou (2008) refere que a avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica continua a ter um papel importante quando se trata de elaborar diagn\u00f3sticos diferenciais ou avaliar perturba\u00e7\u00f5es residuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que concerne \u00e0 linguagem, e dada a sua rela\u00e7\u00e3o com as dimens\u00f5es biol\u00f3gica, cognitiva e social dos indiv\u00edduos, \u00e9 expect\u00e1vel uma grande complexidade e diversidade de perturba\u00e7\u00f5es da linguagem, que pode adquirir diversos graus de gravidade, o que em termos de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica torna-se um desafio (Santos, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sbordone (2000) alerta no caso da avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas que esta n\u00e3o pode ser realizada adequadamente apenas com base em testes neuropsicol\u00f3gicos estandardizados, uma vez que as fun\u00e7\u00f5es executivas s\u00e3o complexas e vari\u00e1veis, n\u00e3o sendo facilmente categoriz\u00e1veis ou quantific\u00e1veis. Para al\u00e9m disso, Hamdan &amp; Pereira (2009) sublinham a dificuldade na pr\u00f3pria conceptualiza\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas, o que leva a uma dificuldade acrescida no momento de avalia\u00e7\u00e3o. Como tal, o d\u00e9fice nas fun\u00e7\u00f5es executivas implica um ou mais elementos das mesmas, por exemplo nas crian\u00e7as inclui um pobre controlo de impulsos, dificuldades em monitorizar ou regular o comportamento, problemas no planeamento e organiza\u00e7\u00e3o, dificuldades na cria\u00e7\u00e3o e\/ou implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias, persevera\u00e7\u00e3o e inflexibilidade mental, mem\u00f3ria de trabalho reduzida e pobre utiliza\u00e7\u00e3o do feedback (Anderson, 2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es (2005) aponta algumas limita\u00e7\u00f5es dos instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o ou explica\u00e7\u00e3o exata da realidade dos indiv\u00edduos (dif\u00edcil ou at\u00e9 mesmo imposs\u00edvel dadas as idiossincrasias de cada indiv\u00edduo e a pr\u00f3pria envolvente contextual), embora sejam importantes e decisivos para a tomada de decis\u00e3o terap\u00eautica. Assim, uma ideia fundamental a retirar da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica \u00e9 que a recolha de informa\u00e7\u00e3o deve sempre ser efetuada com base no pluralismo metodol\u00f3gico, pois quanto mais diversificadas forem as fontes, maior sustenta\u00e7\u00e3o ter\u00e3o as infer\u00eancias que o neuropsic\u00f3logo tem de elaborar, optando por uma avalia\u00e7\u00e3o mais ajustada ao indiv\u00edduo, e, consequentemente, maior ser\u00e1 a probabilidade da efic\u00e1cia da interven\u00e7\u00e3o. Inclusivamente, tal como mencionam Winograd, Jesus e Uehara (2012), uma avalia\u00e7\u00e3o qualitativa \u00e9 t\u00e3o importante como a quantitativa, que \u00e9 fornecida pelos instrumentos neuropsicol\u00f3gicos, visto que existe uma pan\u00f3plia de vari\u00e1veis que possam estar a interferir no desempenho do indiv\u00edduo, a qual s\u00f3 poder\u00e1 ser acedida e trabalhada se forem agregados estes dois tipos de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Albuquerque, C. &amp; Sim\u00f5es, M. (2009). Testes de Nomea\u00e7\u00e3o R\u00e1pida: Contributos \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 para a avalia\u00e7\u00e3o da linguagem oral. <em>An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 27<\/em>, 65-77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Albuquerque, C., Sim\u00f5es, M. &amp; Martins, C. (2011). Testes de Consci\u00eancia \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fonol\u00f3gica da Bateria de Avalia\u00e7\u00e3o Neuropsicol\u00f3gica de Coimbra: Estudos \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 de precis\u00e3o e validade. <em>Revista Iberoamericana de Diagn\u00f3stico y \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Evaluaci\u00f3n Psicol\u00f3gica, 29<\/em>(1), 51-76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexopoulos, G., Kiosses, D., Heo, M., Murphy, C., Shanmugham, B. &amp; Gunning-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dixon, F. (2005). Executive Dysfunction and the Course of Geriatric \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Depression. <em>Biological Psychiatry, 58<\/em>, 204-210.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson, P. (2002). Assessment and Development of Executive Function (EF) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 During Childhood. <em>Child Neuropsychology, 8<\/em>(2), 71-82.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ardila, A. (2010). A proposed reinterpretation and reclassification of aphasic \u00a0\u00a0\u00a0 syndromes. <em>Aphasiology, 24<\/em>(3), 363-394.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barroso, J. (2001). Lenguaje, Afasias y Transtornos Relacionados. In C. Junqu\u00e9 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &amp; J. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Barroso (Eds), <em>Neuropsicolog\u00eda <\/em>(pp.247-310). Madrid: Editorial Sintesis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bartolom\u00e9, M., Fern\u00e1ndez, V. &amp; Ajamil, C. (2001). <em>Neuropsicolog\u00eda: Libro de \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 trabajo (2\u00aaedici\u00f3n)<\/em>. Salamanca: Amar\u00fa Ediciones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bauer, R. (2011). The Flexible Battery Approach to Neuropsychological \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assessment. In \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 R. Vanderploeg (Ed), <em>Clinician\u00b4s Guide To \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neuropsychological\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assessment \u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>(2nd Edition, pp. 419-447). New York: \u00a0 Routledge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brion, M., Pitel, A., Beaunieux, H. &amp; Maurage, P. (2014). Revisiting the continuum hypothesis: toward an in-depth exploration of executive \u00a0\u00a0\u00a0 functions in Korsakoff syndrome. <em>Frontiers in Human Neuroscience, 8<\/em>,1-7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Burgio, F. &amp; Basso, A. (1997). Memory and afasia. <em>Neuropsychologia, 35<\/em>(6), 759-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 766.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caplan, D. (1998). <em>Neurolinguistics and linguistic aphasiology: an introduction<\/em>. \u00a0\u00a0 New York: Cambridge University Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Capovilla, A., Assef, E. &amp; Cozza, H. (2007). Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica das \u00a0\u00a0\u00a0 fun\u00e7\u00f5es \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 executivas e rela\u00e7\u00e3o com desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividade. \u00a0\u00a0 <em>Avalia\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica, 6<\/em>(1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Damasceno, B. (1997). Neuropsicologia e Neurolingu\u00edstica. <em>Cadernos de Estudos \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lingu\u00edsticos, 32<\/em>, 89-94.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dirnberger, G. &amp; Jahanshahi, M. (2013). Executive dysfunction in Parkinson\u2019s \u00a0 disease: A review. <em>Journal of Neuropsychology, 7<\/em>, 193-224.<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Doron, R. &amp; Parot, F. (2001). <em>Dicion\u00e1rio de Psicologia<\/em>. Lisboa: Climepsi \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Editores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elliott, R. (2003). Executive functions and their disorders. <em>British Medical \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bulletin, 65<\/em>, 49-59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreira, V. &amp; Colognese, B. (2014). Preju\u00edzos de fun\u00e7\u00f5es executivas em \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 usu\u00e1rios de coca\u00edna e crack. <em>Avalia\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica, 13<\/em>(2), 195-201.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fontoura, D. (2012). <em>Afasia de Express\u00e3o: Avalia\u00e7\u00e3o Neuropsicolingu\u00edstica e \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Interven\u00e7\u00e3o com Enfoque na Musicalidade<\/em>. (Tese de Doutoramento). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Universidade Nova de Lisboa: Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gottesman, R. &amp; Hillis, A. (2010). Predictors and assessment of cognitive \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dysfunction resulting from ischaemic stroke. <em>The Lancet Neurology, 9<\/em>, \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 895-905.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Groth-Marnat, G. (2000). Introduction to Neuropsychological Assessment. In G. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Groth-\u00a0\u00a0 Marnat (Ed), <em>Neuropsychological Assessment in Clinical Practice: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A guide to test interpretation and integration <\/em>(pp. 3-25). New York: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 John Wiley &amp; Sons, \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Inc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hamdan, A. &amp; Pereira, A. (2009). Avalia\u00e7\u00e3o Neuropsicol\u00f3gica das Fun\u00e7\u00f5es \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Executivas: Considera\u00e7\u00f5es Metodol\u00f3gicas. <em>Psicologia: Reflex\u00e3o e Cr\u00edtica, \u00a0 22<\/em>(3), 386-393.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hamdan, A., Pereira, A. &amp; Riechi, T. (2011). Avalia\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o \u00a0\u00a0 Neuropsicol\u00f3gica: Desenvolvimento Hist\u00f3rico e Perspectivas Atuais. \u00a0\u00a0\u00a0 <em>Intera\u00e7\u00e3o em Psicologia, 15<\/em>, 47-58.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hebben, N. &amp; Milberg, W. (2002). <em>Essentials of Neuropsychological Assessment<\/em>. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 New \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 York: John Wiley &amp; Sons, Inc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Howieson, D. &amp; Lezak, M. (2012). The Neuropsychological Evaluation. In S. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Yudofsky &amp; R. Hales (Eds), <em>Clinical Manual of Neuropsychiatry<\/em> (pp. 1-26). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Washington, DC: American Psychiatric Publishing.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Johnstone, B., Holland, D. &amp; Larimore, C. (2000). Language and Academic \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Abilities. In \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G. Groth-Marnat (Ed), <em>Neuropsychological Assessment in \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Clinical Practice: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A guide to test interpretation and integration<\/em> (pp. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 335-354). New York: John Wiley\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &amp; Sons, Inc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junqu\u00e9, C. (2001). El L\u00f3bulo Frontal y sus Disfunciones. In C. Junqu\u00e9 &amp; J. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Barroso \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Eds), <em>Neuropsicolog\u00eda <\/em>(pp. 349-400). Madrid: Editorial \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sintesis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kertesz, A., Sheppard, A. &amp; MacKenzie, R. (1982). Localization in Transcortical \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sensory Aphasia. <em>Archives of Neurology, 39<\/em>(8), 475-478.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Larner, A. (2007). Addenbrooke\u2019s Cognitive Examination (ACE) for the diagnosis \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 and differential diagnosis of dementia. <em>Clinical Neurology and \u00a0 Neurosurgery, 109<\/em>(6), 491-494.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leroi, I., Barraclough, M., McKie, S., Hinvest, N., Evans, J., Elliott, R. &amp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 McDonald, K. (2013). Dopaminergic influences on executive function and \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 impulsive behavior in impulse control disorders in Parkinson\u2019s disease. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Journal of Neuropsychology, 7<\/em>, 306-325.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lezak, M., Howieson, D., Loring, D., Hannay, H. &amp; Fischer, J. (2004). \u00a0\u00a0 <em>Neuropsychological Assessment<\/em> (4<sup>th<\/sup> edition). New York: Oxford \u00a0\u00a0 University \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e4der, M. (1996). Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica: aspectos hist\u00f3ricos e situa\u00e7\u00e3o atual. \u00a0\u00a0 <em>Psicologia: Ci\u00eancia e Profiss\u00e3o, 16<\/em>(3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maharasingam, M., Macniven, J. &amp; Mason, O. (2013). Executive functioning in chronic alcoholism and Korsakoff syndrome. <em>Journal of Clinical and \u00a0 Experimental Neuropsychology, 35<\/em>(5), 501-508.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maia, L., Correia, C. &amp; Leite, R. (2009). <em>Avalia\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neuropsicol\u00f3gica: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estudos de Casos e Instrumentos<\/em>. Lisboa: Lidel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Matos, M. (2012). <em>N\u00edveis de Actividade e Participa\u00e7\u00e3o das Pessoas com Afasia: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desenvolvimento de Instrumentos de Avalia\u00e7\u00e3o Portugueses<\/em>. (Tese de \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Doutoramento). Universidade de Aveiro: Aveiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moura, O., Sim\u00f5es, M. &amp; Pereira, M. (2013). Flu\u00eancia verbal sem\u00e2ntica e \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 fon\u00e9mica em crian\u00e7as: fun\u00e7\u00f5es cognitivas e an\u00e1lise temporal. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Avalia\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica, 12<\/em>(2), 167-177.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunes, D., Monteiro, L. &amp; Lopes, E. (2014). INECO Frontal Screening: um \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 instrumento para avaliar as fun\u00e7\u00f5es executivas na depress\u00e3o. <em>Psicologia \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cl\u00ednica, 26<\/em>(2), 177-196.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar-Berman, M. (2012). Function and Dysfunction of Prefrontal Brain Circuitry \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 in Alcoholic Korsakoff\u2019s Sundrome. <em>Neuropsychology Review, 22<\/em>, 154-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 169.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Otal, B., Olma, M., Fl\u00f6el, A. &amp; Wellwood, I. (2015). Inhibitory non-invasive brain \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 stimulation to homologous language regions as an adjunct to speech and \u00a0\u00a0\u00a0 language therapy in post-stroke aphasia: a meta-analysis. <em>Frontiers in \u00a0 Human Neuroscience, 9<\/em>, 1-7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paelecke-Habermann, Y., Pohl, J. &amp; Leplow, B. (2005). Attention and executive \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 functions in remitted major depression patients. <em>Journal of Affective \u00a0\u00a0\u00a0 Disorders, 89<\/em>, 125-135.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pe\u00f1a-Casanova, J., Fombuena, N. &amp; Full\u00e0, J. (2005). <em>Test neuropsicol\u00f3gicos: \u00a0\u00a0 Fundamentos para una neuropsicologia cl\u00ednica basada en evidencias<\/em>. \u00a0 Barcelona: Masson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pereira, J., Reis, A. &amp; Magalh\u00e3es, Z. (2003). Neuroanatomia Funcional: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Anatomia das \u00e1reas activ\u00e1veis nos usuais paradigmas em resson\u00e2ncia \u00a0\u00a0\u00a0 magn\u00e9tica funcional. <em>Acta M\u00e9dica Portuguesa, 16<\/em>, 107-116.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pohjasvaara, T., Leskel\u00e4, M., Vataja, R., Kalska, H., Ylikoski, R., Hietanen, M., \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lepp\u00e4vuori, A.<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">, Kaste, M. &amp; Erkinjuntti, T. (2002). Post-stroke \u00a0 depression, executive dysfunction and functional outcome. <em>European \u00a0 Journal of Neurology, 9<\/em>, 269-275.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Plowman, E., Hentz, B. &amp; Ellis, C. (2012). Post-stroke aphasia prognosis: a \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 review of patient-related and stroke-related factors. <em>Journal of \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Evaluation in Clinical Practice, 18<\/em>, 689-694.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Programa Harvard Medical School Portugal (2012). <em>O que \u00e9 o Acidente Vascular \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cerebral (AVC)? <\/em>Consultado em Novembro 22, 2015 em:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 https:\/\/hmsportugal.wordpress.com\/2012\/03\/28\/590\/#more-590<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sammer, G., Reuter, I., Hullmann, K., Kaps, M. &amp; Vaitl, D. (2006). Training of \u00a0\u00a0 executive functions in Parkinson\u2019s disease. <em>Journal of Neurological Sciences, 248<\/em>, 115-119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santos, J. (2013). <em>A capacidade de evoca\u00e7\u00e3o verbal em pessoas com afasia: \u00a0\u00a0\u00a0 estudo comparativo sobre a produ\u00e7\u00e3o de nomes e verbos em tr\u00eas \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 contextos de produ\u00e7\u00e3o verbal<\/em>. (Tese de Mestrado). Universidade Cat\u00f3lica \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Portuguesa: Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sbordone, R. (2000). The Executive Functions of the Brain. In G. Groth-Marnat (Ed), <em>Neuropsychological Assessment in Clinical Practice: A guide to test interpretation and integration<\/em> (pp. 335-354). New York: John Wiley &amp; Sons, Inc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seruca, T. (2013). <em>C\u00f3rtex Pr\u00e9-frontal, Fun\u00e7\u00f5es Executivas e Comportamento Criminal<\/em>. (Tese de Doutoramento). Instituto Superior de Psicologia Aplicada: Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Siksou, M. (2008). <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Neuropsicologia<\/em>. Lisboa: Climepsi Editores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es, M. (2005). Potencialidades e limites do uso de instrumentos no processo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 de avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica. <em>Psicologia, Educa\u00e7\u00e3o e Cultura, 9<\/em>(2), 237-264.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es, M., Freitas, S., Santana, I., Firmino, H., Martins, C., Nasreddine, Z. &amp; Vilar, M. (2008). <em>Montreal Cognitive Assesssment (MoCA): Vers\u00e3o \u00a0 portuguesa<\/em>. Servi\u00e7o de Avalia\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica da Faculdade de Psicologia \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra, Coimbra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Stuss, D. &amp; Alexander, M. (2000). Executive functions and the frontal lobes: a conceptual view. <em>Psychological Research, 63<\/em>, 289-298.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valencia, M. &amp; Delgado, L. (2013). Notes for supporting an epistemological \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 neuropsychology: contributions from three perspectives. <em>International \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Journal of Psychology Research, 6<\/em>(2), 107-118.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vataja, R., Pohjasvaara, T., M\u00e4ntyl\u00e4, R., Ylikoski, R., Lepp\u00e4vuori, A., Leskel\u00e4, M., Kalska, H., Hietanen, M., Aronen, H., Salonen, O., Kaste, M. &amp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Erkinjuntti, T. (2003). MRI correlates of executive dysfunction in patients \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 with ischaemic stroke. <em>European Journal of Neurology, 10<\/em>, 625-631.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wade, D., Hewer, R., David, R. &amp; Enderby, P. (1986). Aphasia after stroke: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 natural history and associated deficits. <em>Journal of Neurology, \u00a0\u00a0 Neurosurgery, and Psychiatry, 49<\/em>, 11-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wagner, C., Alloy, L. &amp; Abramson, L. (2015). Trait Rumination, Depression, and \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Executive Functions in Early Adolescence. <em>Journal of Youth Adolescence, \u00a0\u00a0\u00a0 44<\/em>, 18-36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Winograd, M., Jesus, M. &amp; Uehara, E. (2012). Aspectos qualitativos na pr\u00e1tica da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. <em>Ci\u00eancias &amp; Cogni\u00e7\u00e3o, 17<\/em>(2), 2-13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yourganov, G., Smith, K, Fridriksson, J. &amp; Rorden, C. (2015). Predicting aphasia \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 type from brain damage measured with structural MRI. <em>Cortex, 73<\/em>, 203-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 215.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zinn, S., Bosworth, H., Hoenig, H. &amp; Swartzwelder, H. (2007). Executive \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Function Deficits in Acute Stroke. <em>Archives of Physical Medicine and \u00a0 Rehabilitation, 88<\/em>, 173-180.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. Fun\u00e7\u00f5es verbais e fun\u00e7\u00f5es executivas Tal como referem Lezak, Howieson e Loring (2004), mencionado por Valencia e Delgado (2013), a neuropsicologia caracteriza-se por ser uma disciplina que engloba conhecimentos da psicologia e da neurologia de modo a estudar a rela\u00e7\u00e3o entre o funcionamento cerebral e o comportamento. Nesta linha, Hecaen (1963), cit in &#8230; <\/p>\n<p class=\"read-more-container\"><a title=\"Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. Fun\u00e7\u00f5es verbais e fun\u00e7\u00f5es executivas\" class=\"read-more button\" href=\"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/avaliacao-neuropsicologica-funcoes-verbais-e-funcoes-executivas\/#more-36416\" aria-label=\"Leer m\u00e1s sobre Avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica. 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