{"id":69224,"date":"2022-10-07T10:22:18","date_gmt":"2022-10-07T08:22:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/?p=69224"},"modified":"2024-04-09T09:49:58","modified_gmt":"2024-04-09T07:49:58","slug":"caracterizacao-clinica-dos-pacientes-pediatricos-com-malaria-atendidos-no-hospital-municipal-da-caala-de-janeiro-a-julho-do-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revista-portalesmedicos.com\/revista-medica\/caracterizacao-clinica-dos-pacientes-pediatricos-com-malaria-atendidos-no-hospital-municipal-da-caala-de-janeiro-a-julho-do-2021\/","title":{"rendered":"Caracteriza\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica dos pacientes pedi\u00e1tricos com Mal\u00e1ria atendidos no Hospital Municipal da Ca\u00e1la de Janeiro \u00e1 Julho do 2021"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica dos pacientes pedi\u00e1tricos com Mal\u00e1ria atendidos no Hospital Municipal da Ca\u00e1la de Janeiro \u00e1 Julho do 2021<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autora principal: Dra. Aimara Larduet Torres<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vol. XVII; n\u00ba 19; 792<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caracterizaci\u00f3n cl\u00ednica de pacientes pedi\u00e1tricos con Malaria atendidos en el Hospital Municipal da Ca\u00e1la de enero a julio de 2021<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fecha de recepci\u00f3n: 17\/05\/2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fecha de aceptaci\u00f3n: 04\/10\/2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Incluido en Revista Electr\u00f3nica de PortalesMedicos.com Volumen XVII. N\u00famero 19 Primera quincena de Octubre de 2022 &#8211; P\u00e1gina inicial: Vol. XVII; n\u00ba 19; 792<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autores:<\/strong> Dra. Aimara Larduet Torres*. Dra Maribel Riveri Larduet. \u00a0Dr.Tem\u00edstocles Alfredo Esteves.Dra Esmeraldina Nakafuti Sakongo. Dr Mamady Bakary Kaba. Dr Orlando Justo Chipindo. Dr Fernando Somongula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dra.Aimara Larduet Torres.Especialista de 1ro ye 2do grau en Medicina Geral e Familiar.MsC Aten\u00e7ao Integral a Ciran\u00e7a. Profesora Auxiliar da Facultade 2 de Ciencias Medicas de Santiago de Cuba-Cuba.Investigadora Agregada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria constitui uma doen\u00e7a parasit\u00e1ria com grande morbilidade e mortalidade, actualmente continua a ser um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica em Angola. Com isto no presente trabalho procurou-se Identificar o comportamento cl\u00ednico epidemiol\u00f3gico dos Pacientes pedi\u00e1tricos com mal\u00e1ria no hospital municipal da Ca\u00e1la, prov\u00edncia do Huambo em Angola de Janeiro \u00e1 Julho de 2021. Para o alcance do objectivo realizou-se um estudo observacional descritivo de coorte transversal, a amostra foi constitu\u00edda por 1068 doentes com idade inferior a 15 anos, atendidos no servi\u00e7o de pediatria do Hospital Municipal da Caala, foi realizada uma an\u00e1lise descritiva, levando em considera\u00e7\u00e3o a natureza das vari\u00e1veis, sendo que as vari\u00e1veis \u200b\u200bqualitativas foram analisadas a partir de frequ\u00eancias absolutas e relativas, assim predomina-se a faixa et\u00e1ria de 1 a 3 anos, com sinais e sintomas mais frequente como a febre, calafrio e astenia. Por outro lado a altera\u00e7\u00e3o laboratorial mais frequentes foram Hiperparasit\u00eamia e anemia grave, acompanhada da complica\u00e7\u00e3o de disfun\u00e7\u00e3o hematol\u00f3gica, resultando na fraca produ\u00e7\u00e3o de Sangue. Assim conclui-se de que o conhecimento de aspectos epidemiol\u00f3gicos e das manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da mal\u00e1ria se constitui numa estrat\u00e9gia para diagn\u00f3stico precoce e tratamento imediato da doen\u00e7a, contribuindo para diminui\u00e7\u00e3o de sua morbidade, outrossim, \u00e9 da maior import\u00e2ncia a correta implementa\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de programas promocionais e preventivos voltados ao combate da Mal\u00e1ria, acreditamos que estudos desta linhagem poderiam ajudar a redefinir politicas de Combate a Mal\u00e1ria, desde a Preven\u00e7\u00e3o, Diagn\u00f3stico e Tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Palavras-chave: mal\u00e1ria; epidemiologia; pediatria<a name=\"_Toc102519441\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecida desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria, origin\u00e1ria provavelmente no Continente Africano, que \u00e9 entendido como o \u00abBer\u00e7o da Humanidade\u00bb, acompanhou a saga migrat\u00f3ria do ser humano pelas regi\u00f5es do Mediterr\u00e2neo, Mesopot\u00e2mia, \u00cdndia, e Sudeste Asi\u00e1tico. <sup>(1)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa, causada por protozo\u00e1rios pertencentes \u00e0 classe Sporozoa,fam\u00edlia <em>Plasmodiidae<\/em>, g\u00eanero <em>Plasmodium<\/em>. Acomete crian\u00e7as e adultos, sendo uma infec\u00e7\u00e3o debilitante, por vezes fatal e amplamente distribu\u00edda entre as regi\u00f5es tropicais e subtropicais do globo. Quatro esp\u00e9cies infectam e produzem doen\u00e7a nos seres humanos: <em>Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae, Plasmodium ovale <\/em>e<em> Plasmodium vivax<\/em>.<sup>(2,3,4)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria \u00e9 uma das doen\u00e7as transmitidas por vetores mais importantes na sa\u00fade p\u00fablica mundial devido ao seu impacto na morbilidade e mortalidade. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade para o ano de 2016 foram registrados aproximadamente 300 milh\u00f5es de novos casos e 500.000 \u00f3bitos em 91 pa\u00edses onde esta doen\u00e7a mant\u00e9m um comportamento end\u00eamico. No entanto, 91% desses casos foram registrados em pa\u00edses do continente africano. <sup>(5)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria \u00e9 end\u00eamica em 108 pa\u00edses ao redor do mundo, onde 3 bilh\u00f5es de pessoas, ou seja, cerca de metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, vivem permanentemente expostas ao risco de serem infectadas. Paradoxalmente, e devido ao crescimento populacional desigual entre pa\u00edses ricos e pobres, hoje h\u00e1 muito mais pessoas em risco do que h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, quando a doen\u00e7a era end\u00eamica em muito mais pa\u00edses.<sup>(6,7,8)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a mal\u00e1ria afete metade dos pa\u00edses do mundo, at\u00e9 dois ter\u00e7os dos casos s\u00e3o encontrados em apenas 7 pa\u00edses: Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Eti\u00f3pia, Qu\u00eania, Nig\u00e9ria, Sud\u00e3o, Tanz\u00e2nia e Uganda.<sup>(3)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carga da doen\u00e7a \u00e9, portanto, particularmente intoler\u00e1vel no continente africano, onde at\u00e9 85% dos cerca de 243 milh\u00f5es de casos anuais que ocorrem no mundo e, mais importante, at\u00e9 89% das 863.000 mortes anuais causadas por esta doen\u00e7a.<sup>(9)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Globalmente, a mal\u00e1ria causa 8% das mortes em crian\u00e7as menores de 5 anos, mas a propor\u00e7\u00e3o aumenta para 20% quando se considera apenas o continente africano. Que cada 45 segundos uma crian\u00e7a morra de mal\u00e1ria na \u00c1frica continua sendo um fato inaceit\u00e1vel e um sinal da magnitude da trag\u00e9dia que esta doen\u00e7a traz,\u00a0 mal\u00e1ria \u00e9 tamb\u00e9m uma importante causa de pobreza, que agrava a situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f3mica dos indiv\u00edduos que dela sofrem e penaliza o desenvolvimento econ\u00f3mico dos pa\u00edses em que \u00e9 end\u00e9mica.<sup>(10)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paludismo ou mal\u00e1ria em Angola ainda \u00e9 a primeira causa de morte, de doen\u00e7a e de absentismo laboral e escolar. Esta representa cerca de 35% da demanda de cuidados curativos, 20% de internamentos hospitalares, 40% das mortes perinatais e 25% de mortalidade materna (Programa Nacional do Controlo da Mal\u00e1ria, 2010). A mal\u00e1ria tem, n\u00e3o s\u00f3 um impacto negativo sobre a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m sobre o desenvolvimento social destas tornando-as mais pobres. A mal\u00e1ria \u00e9 end\u00e9mica nas 18 prov\u00edncias do Pa\u00eds, com a transmiss\u00e3o mais elevada registada nas prov\u00edncias nortenhas (Cabinda, U\u00edge, Malange, Kuanza Norte, Lunda Norte e Lunda Sul). Nas prov\u00edncias do sul (Namibe, Cunene, Hu\u00edla e Kuando Kubango) ocorrem surtos epid\u00e9micos. Nota-se um aumento de transmiss\u00e3o durante a esta\u00e7\u00e3o das chuvas, com um pico entre os meses de Janeiro e Maio. <sup>(11)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Huambo considera-se entre as prov\u00cdncias mesoend\u00e9micas onde a transmiss\u00e3o \u00e9 moderada,\u00a0 embora \u00e9 importante o conhecimento do comportamento da enfermidade no territorio. N\u00e3o contam-se os estudos actualizados a respeito dos pacientes atendidos com mal\u00e1ria no servi\u00e7o de pediatria, sobre as principais manifesta\u00e7\u00f5es e complicacoes em que se apresenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Declarou-se como Problema cient\u00edfico: qual \u00e9 o impacto do perfil cl\u00ednico-epidemiol\u00f3gico dos pacientes pedi\u00e1tricos com Mal\u00e1ria atendidos no Hospital Municipal da Ca\u00e1la, Prov\u00edncia do Huambo &#8211; Angola, face ao desfecho da Doen\u00e7a?<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong> OBJETIVOS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.1 Objetivo geral:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descrever os aspectos cl\u00ednicos dos pacientes pedi\u00e1tricos com Mal\u00e1ria, atendidos no Hospital Municipal da Ca\u00e1la de Janeiro \u00e1 Julho do 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2 Objetivos espec\u00edficos:<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Caracterizar os pacientes segundo idade e sexo.<\/li>\n<li>Identificar o Perfil Cl\u00ednico e Epidemiol\u00f3gico dos Pacientes.<\/li>\n<li>Descrever os principais resultados laboratoriais dos pacientes investigados.<\/li>\n<li>Identificar o desfecho do estado dos pacientes.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong> FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O TE\u00d3RICA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada da doen\u00e7a ao Novo Mundo ainda hoje \u00e9 motivo de especula\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que n\u00e3o se disp\u00f5e de informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis. \u00c9 poss\u00edvel discutir hip\u00f3teses tais como viagens transpac\u00edficas em tempos remotos, bem como viagens de colonizadores espanh\u00f3is e portugueses a partir do s\u00e9culo XVI. Apesar da associa\u00e7\u00e3o com a mal\u00e1ria ser incerta, existem refer\u00eancias a febres sazonais e intermitentes em textos religiosos e m\u00e9dicos bastante antigos, entre os ass\u00edrios, chineses e indianos, que relacionavam a doen\u00e7a \u00e0 puni\u00e7\u00e3o de deuses e presen\u00e7a de maus esp\u00edritos. Parece certo ter esta parasitose existida no Egito nos tempos pr\u00e9- hist\u00f3ricos, pois foram encontradas m\u00famias com mais de tr\u00eas mil anos de idade e com esplenomegalia;tamb\u00e9m o papiro de Ebers, datado de 1750 a.C., menciona pacientes de esplenomegalia com febre<sup>(1,2)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo IV a.C., Hip\u00f3crates j\u00e1 a caracterizava como uma mol\u00e9stia grave, descrevendo as formas di\u00e1rias, ter\u00e7\u00e3s, quart\u00e3s, al\u00e9m de pent\u00e3s e at\u00e9 non\u00e3s, associando-as \u00e0s emana\u00e7\u00f5es e miasmas dos p\u00e2ntanos; ressaltou ainda a colora\u00e7\u00e3o escura das v\u00edsceras, que 22 s\u00e9culos depois levaria seguindo o pigmento, a descobrir os plasm\u00f3dios e a receber o premio Nobel em 1907<sup>(1,2).<\/sup>At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que a mal\u00e1ria era transmitida pelo ar, como explica seu nome, que deriva da frase italiana mal \u00e1ria &#8216;ar ruim&#8217;. O outro nome da doen\u00e7a, mal\u00e1ria, vem do latim, palus, paludis &#8216;lagoa&#8217;, &#8216;lagoa&#8217; &#8216;p\u00e2ntano&#8217;, pois acreditava-se que era o ar daqueles lugares que causava a doen\u00e7a e n\u00e3o os mosquitos que se proliferavam nas \u00e1guas estagnadas. Palus tamb\u00e9m deu origem ao nome do porto de Palos de la Frontera, localizado nos p\u00e2ntanos de Huelva, de onde partiu Crist\u00f3v\u00e3o Colombo em 1492.<sup>(1,2)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagn\u00f3stico da doen\u00e7a, historicamente baseado na presen\u00e7a de sintomas cl\u00ednicos presuntivos e com pouca confirma\u00e7\u00e3o parasitol\u00f3gica, melhorou substancialmente com o surgimento de testes diagn\u00f3sticos r\u00e1pidos, baseados na detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos parasit\u00e1rios. Estes testes, cuja disponibilidade est\u00e1 a aumentar massivamente nos centros de sa\u00fade africanos, substituir\u00e3o sem d\u00favida, o diagn\u00f3stico microsc\u00f3pico e melhorar\u00e3o a especificidade do diagn\u00f3stico cl\u00ednico, evitando assim o uso impr\u00f3prio e exagerado de medicamentos antipal\u00fadicos em qualquer doente com febre, pr\u00e1tica comum na \u00c1frica continente at\u00e9 agora.<sup>(12,13,14)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o de medicamentos antimal\u00e1ricos, as combina\u00e7\u00f5es derivadas da artemisinina, recomendadas pela OMS para o tratamento de epis\u00f3dios de mal\u00e1ria, j\u00e1 foram adotadas por todos os pa\u00edses end\u00eamicos da \u00c1frica e est\u00e3o sendo progressivamente implementadas, substituindo medicamentos como a cloroquina ou a sulfadoxina -pirimetamina cuja utilidade nos \u00faltimos anos foi dizimada pelo aparecimento de resist\u00eancia pelo parasita.<sup>(15,16)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diminui\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de mal\u00e1ria \u00e9 uma realidade em muitos pa\u00edses end\u00eamicos, como mostram as m\u00faltiplas publica\u00e7\u00f5es que descrevem essas diminui\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria mostra que a mal\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a c\u00edclica, com aumentos e diminui\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas ao longo dos s\u00e9culos. Embora seja poss\u00edvel que a situa\u00e7\u00e3o atual reflita um desses per\u00edodos, parece mais coerente atribuir a diminui\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia ao aumento da disponibilidade de ferramentas de controle em \u00e1reas end\u00eamicas. O progresso no controle de doen\u00e7as come\u00e7ou a ser visto \u00e0 medida que o financiamento para atividades de controle foi garantido, j\u00e1 que a maioria dos pa\u00edses end\u00eamicos tem or\u00e7amentos de sa\u00fade muito limitados. A resposta da comunidade internacional e das ag\u00eancias de financiamento tem estado \u00e0 altura da tarefa e, nos \u00faltimos anos, aumentou substancialmente<sup>(11).<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diminui\u00e7\u00e3o significativa documentada nos \u00faltimos anos na incid\u00eancia da mal\u00e1ria em varios pa\u00edses onde a do\u00ean\u00e7a \u00e9 end\u00e9mica e levou a comunidade cient\u00edfica a repensar seriamente a possibilidade de erradicar esta do\u00ean\u00e7a do mundo. Em um contexto de boom financeiro, sem precedentes na hist\u00f3ria, e tendo melhorado os n\u00edveis de cobertura das diferentes ferramentas efetivas de controle da doen\u00e7a, o otimismo parece justificado. Nesse sentido, nos \u00faltimos anos tem sido documentada uma diminui\u00e7\u00e3o significativa da incid\u00eancia da mal\u00e1ria no mundo, e particularmente na \u00c1frica Subsaariana, onde o problema \u00e9 mais frequente. No entanto, para que a elimina\u00e7\u00e3o seja poss\u00edvel e quando ainda houver mais de 250 milh\u00f5es de epis\u00f3dios cl\u00ednicos e 863.000 \u00f3bitos anuais devido a essa infec\u00e7\u00e3o, muitas mudan\u00e7as na forma de abordar o combate \u00e0 doen\u00e7a ser\u00e3o necess\u00e1rias<sup>(17)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a erradica\u00e7\u00e3o seja poss\u00edvel, em um prazo realista, teremos que testemunhar grandes mudan\u00e7as nas estrat\u00e9gias de controle e esperar por novas ferramentas que sejam muito eficazes e de f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o, nesse sentido, o surgimento de uma vacina antimal\u00e1rica eficaz representaria um avan\u00e7o formid\u00e1vel no combate \u00e0 doen\u00e7a e sua posterior elimina\u00e7\u00e3o, sendo que atualmente, m\u00faltiplas vacinas candidatas est\u00e3o em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento, a maioria ainda na fase pr\u00e9-cl\u00ednica, entre os mais de 100 prot\u00f3tipos experimentais existentes, a vacina antimal\u00e1rica que est\u00e1 em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado de desenvolvimento \u00e9 denominada RTS, S\/AS02A, desenvolvida e financiada conjuntamente pela GlaxoSmithKline e pela Mal\u00e1ria Vaccine Initiative (MVI).<sup>(18)<\/sup><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><strong> DESENHO METODOL\u00d3GICO<a name=\"_Toc102519442\"><\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.1 Tipo de estudo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta investiga\u00e7\u00e3o consistiu num estudo cl\u00ednico-epidemiol\u00f3gico do tipo observacional, descritiva e transversal, realizado no servi\u00e7o de pediatria do Hospital Municipal da Ca\u00e1la no periodo de Janeiro \u00e1 Julho do ano 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519443\"><\/a>4.2 Universo e amostra<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Universo correspondeu a um total de 1097 Crian\u00e7as. E deste Universo foi composto a Amostra de 1068 crian\u00e7as, com idade inferior a 15 anos, atendidos no servi\u00e7o de pediatria com diagn\u00f3stico de Mal\u00e1ria, e as restantes foram exclu\u00eddas porque n\u00e3o reuniram os requisitos de inclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519444\"><\/a>4.3 Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o e exclus\u00e3o<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Crit\u00e9rios de inclus\u00e3o: Estar internando no servi\u00e7o de Pediatria e dar positividade a Mal\u00e1ria (com exame de P.P).<\/li>\n<li>N\u00e3o ter outra patologia com sinais e sintomas id\u00eanticos da Mal\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Crit\u00e9rios de exclus\u00e3o: Crian\u00e7as hospitalizadas sem diagn\u00f3stico confirmado de Mal\u00e1ria.<a name=\"_Toc102519445\"><\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.4Operacionaliza\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Idade: (Vari\u00e1vel quantitativa continua), mas aqui trabalhou-se como quantitativa discreta, contado em anos cumpridos. Os Intervalos para a faixas et\u00e1rias foram usados de 3 anos e aberto ao final.<\/li>\n<li>Sexo: (Vari\u00e1vel qualitativa nominal, dicot\u00f3mica). De acordo com o sexo biol\u00f3gico. Masculino o Feminino.<\/li>\n<li>Sinais e sintomas: (Vari\u00e1vel qualitativa nominal dicot\u00f3mica). A existencia ou n\u00e3o de sintomas e sinais associados com maior frequ\u00eancia a Mal\u00e1ria, tive-se em conta a febre, calafrio, palidez, astenia, anorexia, cefaleia, col\u00faria, tosse, epigastralgia, esplenomegalia, hepatomegalia, n\u00e1useas, v\u00f4mitos e diarreia e otros.<\/li>\n<li>N\u00edveis de hemoglobina: (Vari\u00e1vel qualitativa nominal polit\u00f3mica).Se considerou como: anemia severa (cifras de Hb menor de 5gr\/dl), moderada (cifras de Hb\u00a0 5gr\/dl a 8gr\/dl), ligera (cifras de Hb\u00a0 8gr\/dl a 11gr\/dl) e hemoglobina normal (cifras de Hb\u00a0 mayor de11gr\/dl)<\/li>\n<li>Testes r\u00e1pidos que detectan ant\u00edgenos (TDR): (Vari\u00e1vel qualitativa nominal dicot\u00f3mica). Considerou-se; Teste r\u00e1pido com resultado positivo ou negativo.<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o da parasitemia: (Vari\u00e1vel qualitativa nominal dicot\u00f3mica), quantidade de parasitas por campo em gota grossa:Considerou-se; baixa parasitemia 10 ou menos parasitas por campo em gota grossa e alta parasitemia quando ultrapassou 10 parasitas\/campo.<\/li>\n<li>Complica\u00e7\u00f5es: (Vari\u00e1vel qualitativa nominal polit\u00f3mica) Presen\u00e7a de algum agravo durante o internamento.Considerou-se a disfun\u00e7\u00e3o cerebral (agita\u00e7\u00e3o psicomotora, del\u00edrio, discurso incoerente, confus\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o do comportamento, estupor); C.I.V.D: (altera\u00e7\u00f5es da coagula\u00e7\u00e3o e hemorragia significante incluindo hemorragia nasal recorrente ou em locais de venopunctura, hematemese ou melena, e convuls\u00f5es (mais de dois epis\u00f3dios nas 24 horas)<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519446\"><\/a>4.5 T\u00e9cnicas e procedimentos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>De obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se f\u00e9z uma busca de artigos cient\u00edficos atualizados em bases de dados eletr\u00f4nicas cujos t\u00edtulos contivessem as palavras com o termo mal\u00e1ria; usando as bases LILACS, Scielo, Medline\/\/Pubmed e Google Acad\u00eamico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m aos pacientes internados com Malaria realizou-se uma an\u00e1lise do esfrega\u00e7o sangu\u00edneo, al\u00e9m do exame f\u00edsico; foram determinados os valores de hemoglobina (Hb) aos que tiverom criterios segun as Directrizes e Normas de Conduta para o Diagn\u00f3stico e Tratamento da Mal\u00e1ria em Angola 2017 e pr\u00e9vio consentimento (anexos 1 e 2); foram inclu\u00eddos no estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pacientes fuerom cadastrados por meio do preenchimento da ficha de vaziamento de dados constitu\u00eddo dos seguintes t\u00f3picos: idade, sexo, sinais e sintomas, valores de hemoglobina, grau de parasitemia e complica\u00e7\u00f5es. (anexo 3)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519447\"><\/a>\u00fc\u00a0 Processamento e an\u00e1lise da informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados foram agrupados, organizados e processados \u200b\u200bem uma compila\u00e7\u00e3o, no pacote para an\u00e1lise estat\u00edstica SPSS vers\u00e3o 21 XP. Os resultados se expressaram em tabelas de frequ\u00eancias absolutas e relativas (percentagens).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519448\"><\/a>\u00fc\u00a0 Procedimentos \u00e9ticos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se cumpriram com os princ\u00edpios \u00e9ticos para obter a informa\u00e7\u00e3o e o adequadouso de resultados. Esta pesquisa cumpriu com \u00e0s normas regulamentadoras para pesquisa envolvendo seres humanos conforme as recomenda\u00e7\u00f5es de \u00e9tica em pesquisa da Declara\u00e7\u00e3o de Helsinque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc102519449\"><\/a><strong>5. Resultados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando a heterogeneidade das caracter\u00edsticas de transmiss\u00e3o da mal\u00e1ria no pa\u00eds, existem estratos populacionais com variados \u00edndices da popula\u00e7\u00e3o infectada.A mal\u00e1ria em Angola ainda \u00e9 a primeira causa de morte, de doen\u00e7a e de abscentismo laboral e escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 1<\/strong>. <strong>Distribui\u00e7\u00e3o dos<\/strong> <strong>Pacientes com mal\u00e1ria por faixa et\u00e1ria e sexo<\/strong><\/p>\n<table width=\"450\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"3\" width=\"148\"><strong>Faixas et\u00e1rias (anos)<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"4\" width=\"302\"><strong>Sexo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"147\"><strong>Femenino<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"156\"><strong>Masculino<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"106\"><strong>N. de Pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"41\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\"><strong>N. de Pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"49\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">Menor de 1ano<\/td>\n<td width=\"106\">24<\/td>\n<td width=\"41\">2,3<\/td>\n<td width=\"106\">33<\/td>\n<td width=\"49\">3,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">\u00a0De 1 \u00e1 3 anos<\/td>\n<td width=\"106\">151<\/td>\n<td width=\"41\">14,1<\/td>\n<td width=\"106\">175<\/td>\n<td width=\"49\">16,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">De 4 \u00e1 6 anos<\/td>\n<td width=\"106\">127<\/td>\n<td width=\"41\">11,9<\/td>\n<td width=\"106\">155<\/td>\n<td width=\"49\">14,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">De 7 \u00e1 9 anos<\/td>\n<td width=\"106\">98<\/td>\n<td width=\"41\"><strong>9,1<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\">109<\/td>\n<td width=\"49\">10,2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">De 10 \u00e1 12 anos<\/td>\n<td width=\"106\">66<\/td>\n<td width=\"41\"><strong>6,1<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\">80<\/td>\n<td width=\"49\">7,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\">De 13 anos em diante<\/td>\n<td width=\"106\">21<\/td>\n<td width=\"41\"><strong>2,0<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\">29<\/td>\n<td width=\"49\">2,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Subtotal<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\"><strong>487<\/strong><\/td>\n<td width=\"41\"><strong>45,6<\/strong><\/td>\n<td width=\"106\"><strong>581<\/strong><\/td>\n<td width=\"49\"><strong>54,4<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"148\"><strong>Total Geral<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"4\" width=\"302\"><strong>1068 = 100%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fonte: Historia Clinica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela n\u00b0 1, apresenta a incid\u00eancia da mal\u00e1ria nos 1068 pacientes diagn\u00f3stiados em fun\u00e7\u00e3o da idade e do sexo. E como podemos observar, o sexo masculino foi o mais afectado com uma predomin\u00e2ncia 581 casos totalizando 54,4% e o sexo feminino registou-se apenas 487 que representam 45,6% do total. De real\u00e7ar ainda, que as idades mais afectadas em ambos os sexos s\u00e3o de 1 \u00e1 3 anos, sendo que para o sexo masculino nesta idade registou-se um total de 157 pacientes correspondendo a 16,3% e para o sexo feminino verificou-se um total de 151 que em termos de percentagem perfaz um total de 14,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As idades menos afectadas verificou-se nos indiv\u00edduos acima de 13 anos de idade, com um total de 29 casos que equivale a 2,8% para os do sexo masculino e 21 que corresponde a 2,0% para o indiv\u00edduos do sexo feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 2<\/strong>: <strong>Distribui\u00e7\u00e3o dos<\/strong> <strong>Pacientes segundo os principais sinais e sintomas<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"206\"><strong>Sinais e sintomas<\/strong><\/td>\n<td width=\"165\"><strong>N\u00b0 de Pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"165\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Febre<\/td>\n<td width=\"165\">1068<\/td>\n<td width=\"165\">100<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Calafrio<\/td>\n<td width=\"165\">1060<\/td>\n<td width=\"165\">99,2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Palidez<\/td>\n<td width=\"165\">867<\/td>\n<td width=\"165\">81,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Astenia<\/td>\n<td width=\"165\">966<\/td>\n<td width=\"165\">90,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Anorexia<\/td>\n<td width=\"165\">859<\/td>\n<td width=\"165\">80,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Cefal\u00e9ia<\/td>\n<td width=\"165\">1026<\/td>\n<td width=\"165\">96,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Col\u00faria<\/td>\n<td width=\"165\">59<\/td>\n<td width=\"165\">5,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Tosse<\/td>\n<td width=\"165\">755<\/td>\n<td width=\"165\">70,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Epigastralgia<\/td>\n<td width=\"165\">546<\/td>\n<td width=\"165\">51,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Esplenomegalia<\/td>\n<td width=\"165\">124<\/td>\n<td width=\"165\">11,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Hepatomegalia<\/td>\n<td width=\"165\">137<\/td>\n<td width=\"165\">12,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">N\u00e1useas<\/td>\n<td width=\"165\">672<\/td>\n<td width=\"165\">62,9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">V\u00f4mitos<\/td>\n<td width=\"165\">561<\/td>\n<td width=\"165\">52,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Diarr\u00e9ia<\/td>\n<td width=\"165\">269<\/td>\n<td width=\"165\">25,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"206\">Ictericia<\/td>\n<td width=\"165\">101<\/td>\n<td width=\"165\">9,4<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Historia Clinica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em conta a Tabela 2, da an\u00e1lise feita sobre os sinais e sintomas que os pacientes apresentavam, observou-se que a febre, o calafrio e a cefal\u00e9ia foram os mais frequentes, com uma incid\u00eancia da casu\u00edstica de\u00a0 100%, 99,7% e 96% respectivamente, como podemos observar na tabela e figura acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sinais e sint\u00f3mas de col\u00faria e icter\u00edcia foram os que menos verificou-se nos pacientes, registando-se apenas uma ocorr\u00eancia de 5,5% e 9,4%, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gr\u00e1fico 1. Pacientes Segundo Resultados de Hemoglobina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Dados prim\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Gr\u00e1fico 1, mostra os resultados de hemoglobina feita aos pacientes, com predomin\u00e2ncia da anemia ligeira, num total de 258 (o que representa 24,2%). A anemia moderada e a severa representaram valores de 211 (correspondendo 19,8%) e 105 (correspondendo 9,8%), respectivamente. Os restantes 494 correspondendo a 46,3% apresentam n\u00edveis normais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 3. Pacientes segundo os resultados do teste r\u00e1pido.<\/strong><\/p>\n<table width=\"459\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"196\"><strong>Parasitemia<\/strong><\/td>\n<td width=\"167\"><strong>N\u00ba de Pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"97\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"196\">Positivo<\/td>\n<td width=\"167\">423<\/td>\n<td width=\"97\">39,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"196\">Negativo<\/td>\n<td width=\"167\">645<\/td>\n<td width=\"97\">60,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"196\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"167\"><strong>1068<\/strong><\/td>\n<td width=\"97\"><strong>100<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"196\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td width=\"167\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td width=\"97\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Fonte: Historia Clinica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela n\u00b03, mostram a positividade e a negatividade do teste r\u00e1pido feito aos pacientes. Como podemos observar dos 1068 pacientes submetidos ao mesmo, obteve-se uma percentagem de positividade na ordem de 39,6% e a de negatividade na ordem de 60,4%, correspondendo em termos de pacientes \u00e1 423 e 645 respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 4. Pacientes segundo os n\u00edveis da parasitemia<\/strong><\/p>\n<table width=\"521\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"253\"><strong>Parasitemia<\/strong><\/td>\n<td width=\"194\"><strong>N de pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"74\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"253\">Baixa<\/td>\n<td width=\"194\">527<\/td>\n<td width=\"74\">49,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"253\">Alta<\/td>\n<td width=\"194\">541<\/td>\n<td width=\"74\">50,7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"253\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"194\"><strong>1068<\/strong><\/td>\n<td width=\"74\"><strong>100<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Historia Clinicas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao n\u00edvel de parasitemia medido aos pecientes, resultou em 527 pacientes que correspondem a 49,3% com n\u00edveis baixos e 541 correspondendo a 50,7% com n\u00edveis considerados altos, como podemos observar na tabela n\u00b04.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 5.<\/strong> <strong>Pacientes segundo as complica\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<table width=\"520\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"282\"><strong>Tipo de Complicac\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"171\"><strong>N. de pacientes<\/strong><\/td>\n<td width=\"66\"><strong>%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\">Disfun\u00e7\u00e3o Hematologica<\/td>\n<td width=\"171\">529<\/td>\n<td width=\"66\">59,7<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\">Disfun\u00e7\u00e3o Cerebral<\/td>\n<td width=\"171\">203<\/td>\n<td width=\"66\">22,9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\">Disfun\u00e7\u00e3o hepatica<\/td>\n<td width=\"171\">154<\/td>\n<td width=\"66\">17,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\"><strong>Total<\/strong><\/td>\n<td width=\"171\"><strong>886<\/strong><\/td>\n<td width=\"66\"><strong>100<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Historia Clinica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a name=\"_Toc102519450\"><\/a>Discuss\u00e3o dos Resultados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mal\u00e1ria ainda \u00e9 desafio para profissionais de sa\u00fade p\u00fablica em todos os continentes devido a alta morbidade e mortalidade implicadas por esta doen\u00e7a em pa\u00edses onde \u00e9 end\u00eamica. Por isso, Investiga\u00e7\u00f5es nesse sentido s\u00e3o necess\u00e1rias para tra\u00e7ar estrat\u00e9gias para sua preven\u00e7\u00e3o e tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta casu\u00edstica, predominou as crian\u00e7as de 1 \u00e1 2 anos. Para Arpaj\u00f3n, <em>et al.<\/em> (2014) referem que em crian\u00e7as abaixo dos 6 meses \u00e9 comum a observ\u00e2ncia da infec\u00e7\u00e3o assintom\u00e1tica assim como uma reduzida densidade parasit\u00e1ria, estando este fen\u00f3meno associado \u00e0 protec\u00e7\u00e3o pela imunoglobulina G (IgG), um anticorpo adquirido atrav\u00e9s da placenta e refor\u00e7ado pelo consumo do leite materno, ao passo que entre os 6 meses e os 3 anos de idade, as crian\u00e7as v\u00e3o perdendo esta ac\u00e7\u00e3o protectora tornando-as mais vulner\u00e1veis \u00e0 doen\u00e7a e \u00e9 nesta fase que ocorrem as maiores taxas de morbilidade e mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, com o crescimento e matura\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico, o organismo vai adquirindo mecanismos de imunidade acentuando-se entre os 14-15 anos de idade at\u00e9 \u00e0 fase adulta <sup>(19)<\/sup>. Outros estudos mostram que os pacientes com maior risco s\u00e3o\u00a0 as crian\u00e7as entre 1 \u00e1 5 anos, e coincide com o relatados por outros autores<sup>(20,21)<\/sup>. Segundo Brooker\u00a0 em \u00e1reas com alta polui\u00e7\u00e3o, crian\u00e7as pequenas correm principal risco, uma vez que a imunidade adquirida, embora parcial, ocorre na medida em que a popula\u00e7\u00e3o vai se tornando mais velha e mais expostas ao parasita.<sup>(22)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mal\u00e1ria t\u00eam maior incidencia nas crian\u00e7as menores de 3 anos,\u00a0 provavelmente\u00a0 devido a uma maior exposi\u00e7\u00e3o deste grupo et\u00e1rio ao vetor, em consequ\u00eancia da falta de imunidade espec\u00edfica, ou mesmo que a mal\u00e1ria seja transmitida no ambiente domiciliar <sup>(23, 24)<\/sup>. Nesta vertente, os casos de mal\u00e1ria ocorreram tanto no sexo masculino quanto no sexo feminino.Entretanto, Arpaj\u00f3n e Matombo, diferentemente dos autores de outras pesquisas, afirmam em seu trabalho que mais homens do que mulheres adoecem com mal\u00e1ria.<sup>(23, 24)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos sobre como fatores comportamentais que podem influenciar na incid\u00eancia de mal\u00e1ria s\u00e3o escassos. Entretando, Moore <em>et al.<\/em> (2018), demonstram em estudo realizado para doen\u00e7as tamb\u00e9m causada por mosquitos, que pessoas que adotaram certas medidas protetivas pessoais, como evitar exposi\u00e7\u00e3o aos mosquitos, utilizar vestimentas compridas e fazer uso de repelentes, reduziram as chances de infec\u00e7\u00e3o pela metade, as mulheres buscam mais m\u00e9todos de prote\u00e7\u00e3o pessoal quando comparados a homens<sup>.(25)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do factor chuva, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o a mata do entorno, bem como o escasso planejamento do desenvolvimento urbano, que tem como consequ\u00eancia a exist\u00eancia de bairros insalubres com aumento dos dep\u00f3sitos destinados \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua sem medidas de prote\u00e7\u00e3o adequadas, aliado \u00e0 baixa percep\u00e7\u00e3o de risco pela popula\u00e7\u00e3o, o que facilita a transmiss\u00e3o constante da doen\u00e7a.<sup>(26)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria, pela inespecificidade de seus sinais e sintomas, os quais s\u00e3o ainda mais incaracter\u00edsticos nas crian\u00e7as de baixa idade, pode ser confundida com v\u00e1rias doen\u00e7as infecciosas de curso febril.<sup>(27)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes resultados relatam uma maior freq\u00fc\u00eancia de casos polissintom\u00e1ticos.De modo similar, Grau <em>et al.<\/em>,\u00a0 identificaram a febre como a queixa inicial mais importante da doen\u00e7a em 89% de crian\u00e7as com mal\u00e1ria , em Malau\u00ed (\u00c1frica). <sup>(28)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A curva febril na mal\u00e1ria consiste de per\u00edodos alternados de febre quotidiana e ter\u00e7a (febre num determinado dia, apirexia nas 24 horas seguintes). Assim, o m\u00e9dico n\u00e3o deve esperar por um padr\u00e3o febril caracter\u00edstico para suspeitar de paludismo, em indiv\u00edduos procedentes de \u00e1reas end\u00eamicas da doen\u00e7a. <sup>(29)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro febril \u00e9 o mais caracter\u00edstico da mal\u00e1ria e constitui um sinal que se explica pelo est\u00edmulo antig\u00eanico que faz com que o parasita entre no sistema imunol\u00f3gico, na fase merozo\u00edta, na corrente sangu\u00ednea ap\u00f3s hem\u00f3lise dos eritr\u00f3citos, com conseq\u00fcente eleva\u00e7\u00e3o das interleucinas 6 e 10, al\u00e9m do fator de necrose tumoral.<sup>(30)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados semelhantes ao descrito pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade, ano de 2016, onde descreve que, de forma did\u00e1tica, os sinais e sintomas apresentados por em pacientes pedi\u00e1tricos com mal\u00e1ria: febre como sintoma cardinal cuja dura\u00e7\u00e3o variou entre 7-21 dias antes de consultar, com faixa de temperatura entre 37,5\u00b0C e 40\u00b0C (97%), e calafrios (89%).<sup>(31)\u00a0 <\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que a manifesta\u00e7\u00e3o da sintomatologia em crian\u00e7as oriundas de zona mal\u00e1rica implica na solicita\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de exame laboratorial para confirma\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para estes casos \u00e9 feita a confirma\u00e7\u00e3o parasitol\u00f3gica seguindo os passos: Esfrega\u00e7o espesso\/esfrega\u00e7o de sangue: visualiza os parasitas (trofozo\u00edtos, esquizontes ou g\u00e2metas) e identifica a esp\u00e9cie e o grau de parasitemia. Se o resultado for negativo e a suspeita cl\u00ednica for mantida, deve ser repetido ap\u00f3s 12-24 horas, melhor durante o pico da febre. T\u00e9cnicas imunocrom\u00e1ticas (teste ICT, Optimal): s\u00e3o testes r\u00e1pidos que detectam os ant\u00edgenos de <em>P. falciparum<\/em> e <em>P. vivax<\/em> no sangue. S\u00e3o simples de realizar, n\u00e3o requerem microsc\u00f3pio e t\u00eam alta sensibilidade e especificidade quando a parasitemia \u00e9 alta, mas podem dar falsos negativos se for m\u00ednima.<sup>(32)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observou-se em nosso estudo que a infec\u00e7\u00e3o por mal\u00e1ria presento alta parasitemia e foi associada a uma baixa concentra\u00e7\u00e3o de hemoglobina nas\u00a0 crian\u00e7as. Dados similares foram referidos por Cardoso <em>et all<\/em>., estudando a preval\u00eancia da anemia em Rond\u00f4nia. Por outro lado, a anemia foi significativamente maior nos pacientes com mal\u00e1ria.<sup>(33)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A densidade parasit\u00e1ria \u00e9 um produto, entre outros fatores, como a dose infectante inicial, os dias de evolu\u00e7\u00e3o da fase sangu\u00ednea e a imunidade adquirida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parasitemia permite estimar a intensidade da infec\u00e7\u00e3o que, por sua vez, est\u00e1 relacionada com a gravidade das manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. Por outro lado, em situa\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o acentuada e est\u00e1vel da mal\u00e1ria, a aquisi\u00e7\u00e3o de imunidade (premoni\u00e7\u00e3o) produz prote\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dos sujeitos, que podem n\u00e3o apresentar complica\u00e7\u00f5es ou manifesta\u00e7\u00f5es mesmo com densidades parasit\u00e1rias moderadas a altas.<sup>(32)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo White, tamb\u00e9 m est\u00e1 associada ao comprometimento da eritropoiese na medula \u00f3ssea, que pode durar semanas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, resultando em baixas contagens de reticul\u00f3citos.<sup>(34)<\/sup>O mecanismo que produz anemia torna os indiv\u00edduos vari\u00e1veis; Al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o direta das c\u00e9lulas sangu\u00edneas parasitadas, h\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil das c\u00e9lulas sangu\u00edneas n\u00e3o parasitadas, secund\u00e1ria a altera\u00e7\u00f5es de membrana e hem\u00f3lise mediada pelo complemento.<sup>(34) <\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Varios fatores podem contribuir ao ocurrencia das complica\u00e7\u00f5es: desregula\u00e7\u00e3o do sistema imune induzida pelo plasm\u00f3dio, n\u00edvel s\u00f3cio econ\u00f4mico baixo, faixa et\u00e1ria (lactentes), estado nutricional e aus\u00eancia de imunidade pr\u00e9via \u00e0 doen\u00e7a.<sup>(35)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das crian\u00e7as em nosso estudo apresentaram a forma complicada da doen\u00e7a, que \u00e9 a disfun\u00e7\u00e3o hematol\u00f3gica entretanto, a preval\u00eancia foi relativamente alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os crit\u00e9rios de gravidade da mal\u00e1ria mostram que a disfun\u00e7\u00e3o hematol\u00f3gica tem o maior percentual, e apenas um percentual muito baixo na mal\u00e1ria cerebral, enquanto Motombo <sup>(7)<\/sup> menciona 48,23% de convuls\u00f5es neurol\u00f3gicas e 46,90% de anemia grave em seu trabalho com pacientes congoleses, enquanto Favier Torres<sup>(18)<\/sup> descreve 62,5% de anemia e 52,1% de mal\u00e1ria cerebral. Essas diferen\u00e7as podem ser explicadas pelas diferentes caracter\u00edsticas da entidade em cada regi\u00e3o.<sup>(24, 36)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m no estudo de Mansi <em>et al<\/em>., relata a anemia grave (57,8%) como a complica\u00e7\u00e3o mais comum da mal\u00e1ria pedi\u00e1trica e \u00e9 devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos gl\u00f3bulos vermelhos que foram atacados por parasitas.<sup>(37)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mal\u00e1ria continua sendo uma doen\u00e7a atual em nosso meio, e fundamental diminuir a morbidade pela doen\u00e7a, al\u00e9m das orienta\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia do acesso r\u00e1pido ao tratamento adequado na preven\u00e7\u00e3o das formas graves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Arpaj\u00f3n AC, Su\u00e1rez DM, Pe\u00f1a AMH, Salcedo YS, Rodr\u00edguez YT. 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